Tamanho do texto

Volante despertou interesse do Atlético-MG, mas Palmeiras pediu mais dinheiro aos mineiros para liberar o jogador

Wesley, volante do Palmeiras
Gazeta Press
Wesley, volante do Palmeiras

O Palmeiras pediu mais dinheiro para liberar Wesley ao Atlético-MG. Como a saída do volante já tem até o aval de Gilson Kleina, existe a esperança de que algum clube europeu se interesse por ele. O próprio jogador admite essa expectativa, embora ressalte que sua opinião não será decisiva na definição de seu futuro.

"A vontade do jogador nunca está em primeiro lugar. Nada é do jeito que queremos. Há situações em que não tem como exigirmos nada", disse o atleta, um dos salários mais altos do elenco e, por isso, visto como uma negociação interessante na política econômica do clube. Nesse pensamento, a Europa é atrativa. "É sempre uma possibilidade", admitiu Wesley.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

Mas o volante faz questão de se dizer afastado das conversas, mesmo quando o assunto é seu futuro salário. "Independentemente da parte financeira, meus procuradores e diretoria vão resolver. Preciso de tranquilidade e paciência. Entrego na mão de Deus para acontecer da melhor maneira", declarou.

A postura do atleta, na verdade, é de deixar os dirigentes palmeirenses definirem o seu futuro, dando aos seus empresários a missão de acompanhar de perto as tratativas. "Se tiver conversa marcada, quem está sabendo são meus procuradores e a diretoria. Mas, pelo que conversei com meus procuradores, não chegou nada de concreto do Atlético-MG."

O Atlético-MG manifestou interesse no empréstimo de Wesley na semana passada, mas encontrou mais problemas do que esperava. O jogador não gostaria de ser emprestado até o fim do ano, e um empréstimo maior é desagradável ao Palmeiras, já que, em um ano, o volante poderá assinar pré-contrato e sair de graça no começo de 2015.

Mesmo a possibilidade de liberar o camisa 11 por cerca de R$ 6 milhões - quase R$ 5 milhões da última parcela da compra com o Werder Bremen e mais de R$ 500 mil por dívida com o jogador - já não é mais possível porque o presidente Paulo Nobre foi pressionado a não deixá-lo sair por menos de R$ 8 milhões, pois o jogador custou cerca de R$ 14 milhões e não jogou nem metade de seus três anos de contrato, além de ter passado seis meses em 2012 vetado por lesão.

Mas Kleina já deu aval à sua saída. Algo, porém, que não o incomoda. "Não estou chateado, é um sinal de que meu trabalho está sendo reconhecido. Fico feliz pelo interesse, assim como estou muito feliz aqui. Minha rotina continua normal. Vou treinando normalmente e quero dar continuidade", afirmou.

Embora membro do elenco campeão da Copa do Brasil de 2012, Wesley gostaria de conquistar um título jogando pelo Palmeiras. "Ganhei algo por onde passei. Como não joguei no ano passado por lesão, tenho a oportunidade de ganhar algo neste ano aqui e espero que seja assim também. O time está em uma crescente muito boa e estou adaptado, evoluindo por causa dos meus companheiros", agradeceu.

*Com Gazeta

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.