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Atacante é investigado em operação da Polícia Federal que investiga contrabando de carros

Emerson Sheik foi absolvido, mas MP recorreu
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Emerson Sheik foi absolvido, mas MP recorreu

Na manhã seguinte à absolvição dada a Emerson Sheik pela 3ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro, o Ministério Público do Estado ingressou com recurso contra a sentença que absolveu o jogador do Corinthians da acusação de contrabando. Em sua decisão, o juiz da 3ª Vara Federal Criminal considerou improvável o jogador saber que estava importando um automóvel usado, o que é ilegal no Brasil.

Relembre: MPF pede condenação de Sheik por contrabando de carros importados

Na apelação do MPF, o procurador da República, Sérgio Pinel, alega que Emerson tinha conhecimento de estar importando ilegalmente o veículo, uma vez que pagou um valor muito abaixo do de mercado no automóvel. O jogador também já havia sido proprietário de outro veículo importado, um Chevrolet Camaro, e por isso sabia como funcionavam os procedimentos para aquisição de um automóvel importado.

Emerson e Diguinho, volante do Fluminense, foram envolvidos na operação Black Ops da Polícia Federal, que investigava a atuação de membros da máfia de caça-níqueis do Rio no contrabando de automóveis de luxo. "Sheik" comprou uma BMW X6 e um Chevrolet Camaro e revendeu os carros para o seu ex-companheiro de Fluminense com conhecimento das ilegalidades do negócio, segundo o MPF. Os atletas teriam criado uma "cadeia artificial de compra e venda".

No mesmo processo, o MPF havia denunciado Diguinho pelo crime de receptação por ter comprado de Emerson a BMW abaixo do valor de mercado. Porém, por não possuir condenações anteriores e não ser réu em outras ações judiciais, o jogador teve o benefício da suspensão condicional do processo.

Na compra do BMW, Emerson efetuou o pagamento diretamente à empresa exportadora localizada nos Estados Unidos, apesar de veículo ter sido importado através da empresa brasileira Euro Imported Cars, que emitiu nota fiscal com valor abaixo do valor de mercado. O jogador não apresentou explicação para o fato do pagamento não ter sido feito à empresa brasileira, nem tampouco o motivo pelo qual o valor pago era muito inferior ao valor de mercado. O esquema foi desmantelado em outubro de 2011 e "Sheik" responde ao processo desde então.

"A importação do veículo pelo réu se deu de maneira atípica. Para o MPF, há provas nos autos de que o réu tinha conhecimento de que a importação era ilícita". disse Pinel.

No recurso, o MPF pede que Emerson Sheik seja condenado pelo contrabando do veículo, estando sujeito à pena de um a quatro anos de reclusão. O MPF não recorreu da absolvição pelo crime de lavagem de dinheiro, por não ter sido requerida a condenação por esse delito.

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