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No aspecto físico, Fabiano Xhá vibra por ver que a ‘blitz’ dos 15 minutos iniciais que marcou o começo de Kleina no Palmeiras se tornou um jogo inteiro com intensidade

Palmeiras é o líder isolado da Série B
SÉRGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
Palmeiras é o líder isolado da Série B

O Palmeiras que atingiu a liderança na Série B do Brasileiro tem mostrado como grande força o seu condicionamento físico. Os adversários conseguem equilibrar os jogos até o intervalo, mas os comandados de Gilson Kleina ‘sobram’ no segundo tempo. Avaliação que faz o preparador Fabiano Xhá abrir um largo sorriso. E apontar: na primeira divisão, o desempenho seria similar.

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"Seria possível isso na Série A. Com esse tipo de trabalho e consciência, vamos conseguir o acesso e mantê-lo assim no ano que vem", disse Xhá, atribuindo o desempenho atual ao período sem jogos do time durante a Copa das Confederações. "O trabalho está surtindo efeito porque o grupo assimilou bem o que pedimos. Essa parada veio a calhar."

Os números são claros. Antes do torneio da Fifa, o Verdão só fez três de seus oito gols no segundo tempo. Desde julho, porém, 13 dos 20 gols saíram depois do intervalo. As vitórias contra Figueirense e São Caetano, por exemplo, só tiveram gols alviverdes na etapa final, enquanto três dos quatro gols marcados diante do Icasa ocorreram nos últimos 15 minutos de jogo.

Nas sete partidas realizadas após a Copa das Confederações, o Palmeiras não marcou gol no segundo tempo somente no empate com o Guaratinguetá, na pior atuação da equipe no período, na qual a péssima condição do gramado no estádio do Vale do Paraíba, de acordo com os atletas, teve influência.

No aspecto físico, Fabiano Xhá vibra por ver que a ‘blitz’ dos 15 minutos iniciais que marcou o começo de Kleina no Palmeiras se tornou um jogo inteiro com intensidade. "O trabalho é de muita intensidade com o Kleina. No início, sentiam muito, mas hoje já se adaptaram, conseguem fazer o treino e se recuperar rapidamente, o que é muito importante.

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" O preparador aponta a consciência dos atletas como um diferencial até para o fim das lesões musculares no elenco. "Eles conseguiram assimilar trabalho com alta intensidade e recuperar. Todos os setores estão de preocupando ao máximo com alimentação, recuperação e sono dos atletas, e eles estão se aplicando ao máximo no treino e no seu descanso. Entenderam a necessidade de tomar suplemento também", apontou.

Adepto de um estilo próximo aos jogadores, Xhá relata que eles percebem a diferença em campo falando entre si, até definindo um período de descanso em meio aos jogos antes de pressionar de novo. "Eles estão conseguindo atacar e passar a linha da bola até o final do jogo. E conversam sobre isso. Quando estão cansados, pedem para tocar a bola e descansam para voltar a passar a linha da bola para marcar."

Graças à mentalidade do elenco, o trabalho da comissão técnica ficou mais fácil, como admite o preparador. "Sempre dividimos. Se o Kleina puxa um pouco mais o trabalho tático dele, diminuo a minha parte física. Quando puxo, ele diminui. Tudo isso tem sido muito fiscalizado a cada treino. Todos os departamentos têm ajudado. E o time está bem postado técnica e taticamente em campo, o que facilita o nosso trabalho", comemorou.

Há quase um ano no clube, Xhá não cansou de repetir que, enfim, o seu trabalho tem dado resultado. "Estamos conseguindo dar intensidade na maior parte do jogo, e no final, quando começa a chegar o cansaço nas outras equipes, conseguimos manter a intensidade. Até o final da competição, será um bom diferencial para o Palmeiras. Assim, espero que alcancemos os nossos objetivos", apontou.

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