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Após demorar 11 meses para fazer primeiro gol pelo Botafogo, atacante revela motivação para dar a volta por cima e brigar por artilharia

Rafael Marques comemora o segundo gol que marcou diante do Vasco
Vitor Silva/SSPress
Rafael Marques comemora o segundo gol que marcou diante do Vasco

Contratado na primeira metade de 2012 por indicação do técnico Oswaldo de Oliveira, Rafael Marques pode dizer que sua passagem pelo Botafogo começou realmente em 16 de março deste ano. Foi na vitória por 4 a 0 sobre o Quissamã, pelo Campeonato Carioca, que o atacante mostrou, enfim, a que veio, marcando seu primeiro gol pelo clube, 11 meses após estrear. Além do jejum, precisou encarar a desconfiança e as vaias dos alvinegros para se firmar como peça-chave nesta temporada.

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Após marcar duas vezes na vitória por 3 a 2 no clássico contra o Vasco, no último domingo, pela 11ª rodada do Brasileirão, Rafael Marques isolou-se como artilheiro do Botafogo em 2013, com 12 gols, um a mais do que o holandês Seedorf. Ele também "completou a trinca" em cima dos rivais cariocas, pois já deixou sua marca diante de Flamengo (empate em 1 a 1 no Maracanã, em julho) e Fluminense - triunfo por 1 a 0 em maio, que garantiu o título estadual por antecipação.

Com cinco gols no Brasileirão, Marques segue na briga pela artilharia do torneio, atualmente em posse do argentino Maxi Biancucchi, do Vitória, que marcou oito vezes. A boa fase, porém, ainda não faz dele uma unanimidade entre os botafoguenses. As vaias, que já foram mais altas, ainda ecoam vez ou outra. Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo, chegou a insinuar em entrevista ao jornal "Extra" que existia uma "parceria" entre Oswaldo de Oliveira e o atacante, que ganharia R$ 250 mil mensais, segundo ele. Em resposta, o técnico ironizou o comentário após o clássico com o Vasco. 

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Seja qual for o valor de seus vencimentos, Marques não o tem recebido, já que o Botafogo ainda não pagou os salários de junho aos jogadores, e a dívida pode aumentar para dois meses caso não honre com os compromissos de julho até o próximo dia 20. Ele prefere no entanto, esnobar as críticas e vislumbrar dias melhores: "Vestir a camisa do Botafogo é uma responsabilidade muito grande e sabemos do peso que temos ao entrar em campo para defender esse clube. Agora, é meia dúzia de torcedores, não são eles que vão mudar meu jeito de ser e meus objetivos. Não vão ser essas pessoas que me vaiam desde o ano passado que vão me mudar. Estou mais motivado, fazendo gols, jogando bem e ajudando o Botafogo a conquistar seus objetivos", contou o jogador ao iG Esporte .

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Aos 30 anos, o atacante de 1,90m de altura passou sete anos atuando fora do país, na Turquia e no Japão. Readaptar-se ao futebol brasileiro, segundo Marques, foi um dos motivos para ter passado tanto tempo sem balançar redes: "Quando retornei ao Brasil achei que a adaptação seria mais tranqüila, o que infelizmente demorou mais do que eu esperava. Vinha participando bem das partidas, até que sofri uma lesão contra o Palmeiras (pela Sul-Americana, uma torção no tornozelo esquerdo), o que dificultou um pouco mais minha chegada aqui no Botafogo. São fatores que o atleta não espera, mas que acabam acontecendo. Agora a história mudou e venho conseguindo demonstrar em campo as razões da minha contratação", avaliou.

Com Rafael Marques no comando de ataque, o Botafogo tenta retomar a liderança do Campeonato Brasileiro . Neste sábado, às 18h30, no Mané Garrincha, em Brasília (DF), enfrenta o Goiás, pela 13ª rodada, e torce por um tropeço do Cruzeiro diante do Santos, domingo, no Mineirão. Os dois times estão empatados com 24 pontos, mas os mineiros levam vantagem no saldo de gols.

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