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Em 1990, o governo espanhol determinou que todos os clubes - com exceção de Real Madrid, Barcelona, Athletic Bilbao e Osasuna - se tornassem empresas

Segundo informações do jornal britânico The Independent , a Comissão Europeia está pressionando Real Madrid e Barcelona para que os dois rivais espanhóis se tornem empresas. A mudança resultaria na perda de algumas vantagens financeiras, o que poderia ameaçar a supremacia de ambos no cenário nacional e até internacional.

Cristiano Ronaldo e Messi, astros de Real Madrid e Barcelona
AFP
Cristiano Ronaldo e Messi, astros de Real Madrid e Barcelona

O órgão investiga há quatro anos se há ajuda estatal para Real e Barça, o que configuraria uma violação à legislação da União Europeia.

O clube merengue já era alvo de outra investigação da Comissão. Em 1996, o time da capital teria recebido um financiamento estatal ilegal na compra de alguns terrenos que circundam o estádio Santiago Bernabéu. O acordo teria facilitado o projeto do Real de transformar a área em uma zona comercial.

Em 1990, o governo espanhol determinou que todos os clubes - com exceção de Real Madrid, Barcelona, Athletic Bilbao e Osasuna - se tornassem empresas. Pela lei espanhola, os quatro têm o status de "não visar lucro".

Um ranking divulgado pela consultora britânica Deloitte, em janeiro deste ano, trazia Real Madrid e Barcelona encabeçando a lista de clubes europeus com maior receita. Os merengues lideram, com 512,6 milhões de euros (mais de R$ 1,5 bilhão) anuais, seguidos pelo Barça, com 483 milhões de euros (R$ 1,47 bilhão).

A disposição do Real em contratar Gareth Bale, do Tottenham, traduz o poderio financeiro da equipe espanhola. A imprensa europeia especula que o presidente Florentino Pérez aceitaria pagar até 100 milhões de euros (R$ 300 milhões) para contar com o futebol do meia galês.

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