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Gols de atacante e do capitão Henrique garantiram a virada diante do São Caetano e a permanência na ponta da Série B

Jogadores comemoram com Alan Kardec gol do Palmeiras
Fernando Dantas/Gazeta Press
Jogadores comemoram com Alan Kardec gol do Palmeiras

O São Caetano, na zona de rebaixamento da Série B do Brasileiro, deu trabalho, mas o Palmeiras voltou a impor sua superioridade. E rapidamente. Os anfitriões saíram na frente no ABC, mas o líder ratificou sua posição selando 2 a 1 com dois gols em quatro minutos, um deles em jogada na qual Alan Kardec driblou quatro adversários.

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Antes de mais um golaço do centroavante, Geovane aproveitou falha de Vilson para fazer 1 a 0, aos 22 minutos do primeiro tempo. O intervalo, contudo, fez bem aos comandados de Gilson Kleina, que empataram aos dez minutos no quarto gol de Alan Kardec nos últimos três jogos e viraram com Henrique, aos 14.

A primeira posição da competição segue com o Palmeiras, ainda com dois pontos e uma partida a mais em relação à Chapecoense, vice-líder. O time volta a entrar em campo às 16h20 (de Brasília) de sábado, no Pacaembu, diante do Paraná. No mesmo dia e horário, o São Caetano, ainda entre os últimos colocados, volta a atuar no estádio Anacleto Campanella, recebendo o Sport.

O jogo

Gilson Kleina foi fiel ao que viu no treino de segunda-feira e escalou em São Caetano o 4-3-3 que rendeu bom desempenho na Academia de Futebol, apostando nas movimentações de Ananias e Leandro, que até centralizavam para abrir espaço aos laterais, com Alan Kardec como referência na frente - Vinicius, que seria titular, machucou o tornozelo direito e ficou fora.

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Por cerca de dez minutos, a dinâmica deu trabalho ao time anfitrião, que mais assistia do que marcava. Mas faltava quem comandasse o toque de bola ofensivo. O técnico decidiu poupar Valdivia para evitar novas lesões e apostou em Mendieta. Mas o paraguaio decepcionou. Raramente tocou de primeira e perdeu muitas bolas, inutilizando a correria dos colegas da frente.

E o São Caetano tinha um estilo de jogo claro. A equipe do ABC abdicava da bola, confiando principalmente em Pirão para contra-atacar. Estratégia que deu mais certo do que a do Verdão, já que Pirão quase marcou duas vezes entre os cinco e os nove minutos, uma aproveitando rebote de chute de Danilo e outra em escapada pela esquerda defendida por Fernando Prass.

Ao longo do jogo, os comandados de Marcelo Veiga encontraram uma forma de anular o reduzido poder de criação alviverde, aproveitando a conivência da arbitragem para fazer faltas duras e, principalmente, recuando nove atletas de linha ao seu campo, deixando cinco na zaga e outros quatro na intermediária, congestionando até a ineficiente troca de passes dos visitantes.

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Aproveitando um rebote, Ananias chutou rente ao travessão aos 16 minutos, protagonizando a única chance de real perigo. Em outra rara oportunidade criada por tabela entre Leandro e Ananias, Mendieta isolou. E o Verdão se complicou realmente quando seus erros não se limitaram mais ao setor ofensivos.

Aos 22 minutos, Vilson tentou desarmar e sair com a bola dominada na intermediária defensiva, mas foi enganado pelo quique da bola e acabou a deixando limpa para Geovane, que tabelou com Giancarlo e, da entrada da pequena área, bateu de primeira rente ao ângulo direito de Fernando Prass. A torcida palmeirense, que dominou o Anacleto Campanella, ficou alguns segundos calada, não acreditou no que ocorria.

O líder da Série B do Brasileiro começou a sofrer diante de um time que está na zona de rebaixamento da competição, e o São Caetano obrigou Fernando Prass a fazer grandes defesas em arremates de Wagner Carioca. O Palmeiras errava demais atrás e passou a recuar, a ponto de Leandro ter virado meia para equilibrar o setor e tentar compensar a falta de criatividade de Mendieta.

Depois de mais de meia hora de partida, aos 44 minutos, o Palmeiras voltou a levar perigo em chute de Wesley que enganou alguns torcedores, que gritaram gol sem perceber que a bola balançou as redes pelo lado de fora. Um engano, como fez a própria equipe em quem acreditava em bom futebol alviverde no primeiro tempo.

Apesar da péssima apresentação, Gilson Kleina não mexeu no time no intervalo. Mas a disposição em se impor, como a torcida fez nas arquibancadas, foi a principal alteração em campo. Tanto que, em três minutos, uma cabeçada de Henrique e um arremate de Juninho levaram perigo. Mais uma vez, o melhor condicionamento físico dos paulistanos fazia diferença na Série B.

Henrique chuta e empata para o Palmeiras
Fernando Dantas/Gazeta Press
Henrique chuta e empata para o Palmeiras

O jogo coletivo palmeirense dominou o Azulão, e os lances individuais fizeram resultado. Um em especial, de maneira brilhante. Aos dez minutos, Alan Kardec interceptou passe na intermediária e driblou quatro adversários até entrar na área e sentenciar um golaço chutando forte.

A virada era questão de tempo, e foi rápida. Aos 14 minutos, depois de cobrança de escanteio, Vilson puxou a marcação na primeira trave e a bola sobrou na pequena área para Henrique encher o pé e colocá-la nas redes, fazendo a festa de quase todos os presentes no Anacleto Campanella.

Os pouco mais de 30 minutos restantes serviram mais como um treino de movimentação do Palmeiras diante de um São Caetano exausto, incapaz de fazer Fernando Prass trabalhar além de chutes de fora da área nos minutos finais. Foi meia hora de contagem regressiva para o líder da Série B somar mais três pontos, com direito à estreia do meia Felipe Menezes entrando no lugar do discreto Mendieta.

FICHA TÉCNICA
SÃO CAETANO 1 X 2 PALMEIRAS

Local: Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul (SP)
Data: 6 de agosto de 2013, terça-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues Guerra (SP)
Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP)
Cartão amarelo: Pirão (São Caetano)
GOLS: SÃO CAETANO: Geovane, aos 22 minutos do primeiro tempo
PALMEIRAS: Alan Kardec, aos 10, e Henrique, aos 14 minutos do segundo tempo

SÃO CAETANO: Rafael Santos; Samuel Santos, Douglas Grolli, Fred e Diego; Moradei (Éder), Pirão (Jael), Wagner Carioca e Danilo Bueno; Geovane (Siloé) e Giancarlo
Técnico: Marcelo Veiga

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Wesley e Mendieta (Felipe Menezes); Ananias (Marcelo Oliveira), Leandro (André Luiz) e Alan Kardec
Técnico: Gilson Kleina

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