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Equipe amazonense manda jogos em estádio para até 6 mil pessoas, enquanto Arena da Amazônia poderia receber público de 44 mil. Clube quer impedir "invasão vascaína"

Estádio de Manaus: 71% das obras
Chico Batata/Agecom/AM
Estádio de Manaus: 71% das obras

Depois de eliminar duas equipes que disputam a Série A do Brasileirão - Coritiba e Ponte Preta, além do Águia de Marabá-PA - o modesto Nacional-AM, da quarta divisão nacional, foi o sorteado para enfrentar o Vasco nas oitavas de final da Copa do Brasil . O desafio de receber o time de Juninho Pernambucano é, na visão dos dirigentes do clube amazonense, um prêmio pela campanha histórica. Só há um fator a lamentar: não poder levar a partida para um estádio maior.

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No jogo de ida, com data a ser definida pela CBF, o Nacional-AM tem apenas o estádio do Sesi de Manaus, com capacidade para até 6 mil pessoas, para receber o Vasco, que conta com uma das maiores torcidas da cidade. Para atrair mais público, e também aumentar o lucro com bilheteria, a diretoria lastima não poder usufruir da Arena da Amazônia, em construção para receber a Copa do Mundo de 2014. 

Com custo estimado em R$ 605 milhões e financiamento estatal, a Arena da Amazônia, uma das mais atrasadas no cronograma de obras para a Copa, chegou a 71% de conclusão, segundo o último relatório da construtora Andrade Gutierrez. O estádio terá capacidade para 44.310 pessoas. "Estamos lamentando não ter a Arena pronta para receber esse jogo, Fora isso não temos o que lamentar", disse ao iG Esporte Manuel do Carmo, vice-presidente e diretor de futebol do Nacional-AM. 

Após dois tropeços, Vasco quer fazer a "lição de casa" contra a Ponte Preta

Em princípio, não faz parte dos planos do Nacional tirar o confronto de Manaus. "Só se a gente receber proposta de cota de jogo, caso alguma empresa queira promover", afirmou Mario Cortez, presidente do clube, que até então não havia recebido nenhum contato desse tipo. Procedimento como esse fez o Santos "vender" o mando de campo para a estreia no Brasileirão deste ano, contra o Flamengo, realizada em Brasília (DF), que marcou a despedida do atacante Neymar.

A diretoria do clube amazonense espera a definição da data da partida para divulgar como fará a venda de ingressos. Uma coisa já está definida: não haverá aumento no valor: R$ 30, como nos demais jogos da Copa do Brasil. "Não podemos lesar nosso torcedor", explicou Manuel do Carmo. O Nacional-AM, porém, quer evitar que o estádio seja invadido por torcedores do Vasco: "Se quisermos enfrentar o Vasco de igual para igual, como fizemos contra outros times nessa Copa do Brasil, contamos com a torcida para ser o 12º jogador. Ainda não sabemos o que fazer, mas a ideia é dar preferência a sócios-torcedores e sócios do clube, fazer uma promoção com venda de camisas... Aí sim, depois disso, abrir a bilheteria para outros torcedores", completou o diretor de futebol.

'Vamos ganhar do Vasco'

Ser a primeira equipe do Amazonas a chegar às oitavas de final da Copa do Brasil tem empolgado os dirigentes do Nacional. Para Manuel do Carmo, o time treinado por Léo Goiano tem condições de eliminar o Vasco.

"Se jogar o que jogou contra Coritiba e Ponte Preta, a gente ganha do Vasco. Tivemos uma performance muito boa, fomos aplaudidos pela torcida do Coritiba no Couto Pereira, gritaram 'olé' quando tocávamos a bola. Acredito no nosso potencial, mas claro sem ignorar todo o poderio do Vasco", confia o dirigente.

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