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Depois de abrir 2 a 0 no placar, time sofreu gol de bola parada aos 43 minutos do segundo tempo e tornou um triunfo tranquilo em momentos de tensão

Gilson Kleina, técnico do Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

Gilson Kleina costuma dar méritos até aos seus reservas em suas entrevistas coletivas. Por isso, não deixou de elogiar o Palmeiras pela vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino . Mas reprovou o que viu no final do jogo. Na bola parada, principal preocupação defensiva repassada por ele aos seus comandados, o time interiorano descontou aos 43 minutos do segundo tempo e tornou um triunfo tranquilo em momentos de tensão.

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"Vencendo por 2 a 0, tem que competir até o fim. Qualquer gol dá ânimo ao adversário", cobrou o treinador, que repetiu as palavras de Fernando Prass em campo - antes do gol adversário, o goleiro deu uma bronca nos defensores por trocarem passes ao ritmo da torcida gritando "olé".

"O papel da torcida é espetacular, ela joga junto, mas temos que ser seguros dentro de campo. A seriedade que pedi era trocar passes, mas sendo vertical. Não dá pra tirar o pé. Estava tudo controlado, mas perdemos muito com a expulsão, desgastamos, fizemos trocas...", afirmou Kleina, irritado pela apreensão pouco antes do apito final.

"Estávamos indo bem, com a bola na frente, criando... Relaxamos um pouco no final, não tem que trabalhar a bola atrás. Se tivermos posse no campo do adversário isso, o controle é maior. Tendo a bola na defesa, atrai o adversário. O time teve mérito, mas precisamos corrigir isso", cobrou, querendo também mais alternativas a retrancas. "Precisamos de uma movimentação maior, porque nossos rivais marcam do meio para trás, mas estamos tentando resolver e solucionar isso."

Em relação ao erro na bola parada, os jogadores assumiram a culpa. "Sabíamos que o ponto forte deles era esse", admitiu Henrique. "Precisávamos ter cuidado na bola aérea. Infelizmente, aconteceu o gol deles. Mas o mais importante é que saímos com os três pontos, mesmo com todas as dificuldades", declarou Wesley.

Também bravo pela expulsão de Charles, cinco minutos após o Bragantino ficar com dez, Kleina, ao menos, pôde terminar a sexta-feira respirando aliviado, e ainda na liderança da Série B do Brasileiro.

"Depois da expulsão ficou igual, eles ficaram expostos, nós trocamos para não haver lesões. Terminamos de forma perigosa, mas tem de premiar o time que lutou, quis a vitória e envolveu o adversário", comemorou o treinador.

*Com Gazeta

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