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Clube mineiro contou com talento e "sorte de campeão" para superar obstáculos rumo à decisão inédita da competição continental contra o Olimpia, do Paraguai

Rogério Ceni deu água para Ronaldinho, que deu passe para Jô e gol do Atlético-MG no São Paulo
Gazeta Press
Rogério Ceni deu água para Ronaldinho, que deu passe para Jô e gol do Atlético-MG no São Paulo

Se é sorte de campeão ou pura competência, é difícil dizer. Mas o Atlético-MG já protagonizou momentos em que fica difícil para os torcedores pensarem em algo diferente do que o título na Copa Libertadores 2013. Em pelo menos cinco oportunidades, o talento ou o acaso ajudaram na campanha atleticana rumo à final contra o Olimpia, do Paraguai.

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A primeira delas foi logo na estreia da equipe contra o São Paulo, no estádio Independência. O jogo estava parado e Ronaldinho Gaúcho despretensiosamente pediu um gole de água para Rogério Ceni. Quando a bola voltou a rolar, o camisa 10 se viu livre e cruzou para Jô marcar, abrindo o que seria uma vitória por 2 a 1.

Outro lance que mostra que a sorte está com o Atlético-MG é a expulsão do zagueiro Lúcio, também do São Paulo, no primeiro jogo das oitavas de final, no Morumbi. Os paulistas venciam por 1 a 0 e dominavam a partida até o cartão vermelho. Foi a deixa para os mineiros mudarem totalmente a história do duelo e virarem para 2 a 1. Goleada por 4 a 1 no confronto de volta selou a vaga.

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A terceira ocasião crucial para o clube alvinegro estar na decisão desta quarta-feira passa pelos pés de Luan. O gol marcado pelo meia aos 46 minutos do segundo tempo do jogo de ida das quartas de final contra o Tijuana foi salvador: assegurou o 2 a 2 no México, o que fez com que os atleticanos jogassem por um empate de até um gol na volta.

O gol de Luan só não foi mais importante que o pênalti que Victor defendeu diante dos mexicanos no Independência. A partida estava empatada em 1 a 1 e, aos 48 minutos da segunda etapa, o goleiro impediu com o pé esquerdo o que seria a eliminação do Atlético-MG.

Mas a sorte de campeão veio mesmo na semifinal contra o Newell’s Old Boys. Após perderem por 2 a 0 o duelo de ida na Argentina, os atleticanos venciam por 1 a 0 o confronto da volta e jogavam mal no segundo tempo. Até que um apagão resolveu a questão: Cuca pôde orientar seus atletas com calma e Guilherme, que havia saído do banco de reservas, fez aos 50 minutos o gol que levou a disputa para os pênaltis. Na decisão, brilhou novamente a estrela de Victor.

Como nos lances em que o corintiano Cássio defendeu chute cara a cara do vascaíno Diego Souza ou quando Romarinho marcou contra o Boca Juniors na Bombonera em seu primeiro toque na bola na Libertadores do ano passado, a competição deste ano está no jeito ideal para o Atlético-MG vencer.