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"A minha maior motivação é levar o Palmeiras de volta à Série A", disse o meia chileno

"Quero jogar por mim e voltar à seleção". Com essa frase, Valdivia definiu suas prioridades em 2013 na sua primeira entrevista no ano, logo após se reapresentar das férias com quatro dias de atraso alegando fazer trabalho especial no Chile contra lesões, sem avisar o Palmeiras. Mas o discurso, agora, mudou de tom.

Com dois jogos seguidos após 114 dias fora, Valdivia vira exemplo no Palmeiras

"A minha maior motivação é levar o Palmeiras de volta à Série A", disse o meia, que ficou 114 dias sem atuar e voltou com duas atuações decisivas nas goleadas sobre Oeste e ABC. O próprio jogador já admitiu que um dos motivos para sua permanência no alviverde foi para atender a um pedido de Jorge Sampaoli, mas agora passa a citar o clube ao comentar a postura do técnico da seleção em ver seus jogos pessoalmente.

Valdivia volta a jogar bem pelo Palmeiras e ganha elogios de treinador do Chile

"Claro que sempre almejo voltar a defender a seleção, mas não adianta pensar só na seleção e esquecer o Palmeiras, por quem vai me dar essa chance de voltar à seleção é o Palmeiras. Minha maior preocupação é jogar no Palmeiras e levá-lo de volta à Série A. Como consequência, se Deus quiser, terei uma nova chance na seleção", indicou.

Valdivia quer voltar à seleção chilena
Marcello Zambrana/Gazeta Press
Valdivia quer voltar à seleção chilena

Sem atuar pela seleção desde 2011, o camisa 10 espera participar do amistoso de 14 de agosto, contra o Iraque. E a própria diretoria, incluindo o presidente Paulo Nobre, admite que a vontade do jogador em estar na Copa do Mundo de 2014 é usada como motivação para ele atuar pelo clube.

Mas o chileno parece querer deixar outra impressão. "Você se consagra quando ganha algo pelo time. Apesar de tudo que foi falado, continuo no Palmeiras. E vou continuar. A minha maior felicidade será botar o Palmeiras de novo na primeira divisão, junto com o grupo", reforçou.

Ovacionado após suas duas últimas partidas, Valdivia também tratou de evitar qualquer declaração que deixe a impressão de que seu desejo é ficar bem com os fãs. Ao ser questionado se imaginava ouvir de novo seu nome cantado intensamente por palmeirenses nas arquibancadas, o meia minimizou a ação.

"Não entro em campo pensando se a torcida vai me ovacionar, entro para ter tranquilidade e jogar bem. Como consequência disso, terei a resposta do torcedor. Em cada jogo que eu fizer, vai ser assim: entrar em campo pensando em ajudar o time e depois, se o torcedor ovaciona, só agradeço", simplificou.