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Contra o último colocado da Série B do Brasileiro, o chileno sofreu faltas sem bola e chegou a ser empurrado pelo árbitro para que agressões fossem evitadas

Em 14 de março, Valdivia enfrentou o Paulista e, no dia seguinte, reclamou de dores musculares que o deixaram sem jogar até 6 de julho. Mas, após 114 dias como desfalque, o meia teve atuações decisivas nas goleadas sobre Oeste e ABC. E já é chamado de exemplo por companheiros.

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Ao comentar a inversão de bola precisa para que Serginho encobrisse o goleiro adversário no último gol da vitória por 4 a 1 sobre o ABC, nessa sexta-feira, Vinicius tratou de citar o chileno, que é seu amigo e tem recebido intenso apoio nas entrevistas dos companheiros por sua volta aos campos.

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"Isso que dá trabalhar com o Valdivia. Você vai aprendendo olhando a perfeição do trabalho deles", comentou o atacante, que também deixou sua marca no Pacaembu convertendo pênalti que a torcida queria que tivesse sido batido pelo camisa 10, que, como disse Vinicius, "deu a benção" ao amigo.

Valdivia, meia do Palmeiras
CÉLIO MESSIAS/Gazeta Press
Valdivia, meia do Palmeiras

"Se fosse um tempo atrás, eu não teria tranquilidade para olhar, ia tentar lançar logo de esquerda, de qualquer jeito. Hoje, tenho tranquilidade. Isso deixa nítida a minha evolução", prosseguiu, citando também outros colegas como exemplos.

"Convivo com Wesley, Valdivia, Henrique, Prass, o Mauricião (Mauricio Ramos), que foi embora... Pego tranquilidade e evoluo para provar que sou capaz de ser titular", completou o jogador que ainda sofre com contestações ao seu futebol.

De Valdivia, também ouve lições para se conter diante da provocação de adversários. Contra o último colocado da Série B do Brasileiro, o chileno sofreu faltas sem bola e chegou a ser empurrado pelo árbitro para que agressões fossem evitadas. Mas o meia deixou o jogo retribuindo a ação dos rivais, ironizando marcadores com gestos.

"Quando o cara acha que intimida, só dou risada. Não adianta nada", ensinou o Mago, que concorda com a tese de Neymar: quanto mais bate, mais motiva o driblador a fazer fintas. "Quem fica nervoso não somos nós, é ele. Dentro de campo, não tem como ficar intimidado", apontou.