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Recebido com pedras e rojões, corintianos vencem por 2 a 1, com direito a golaço de Renato Augusto e jogam por empate no duelo de volta da disputa sul-americana

Guerrero comemora seu gol sobre o São Paulo na final da Recopa
Andre Penner/AP
Guerrero comemora seu gol sobre o São Paulo na final da Recopa

Paolo Guerrero já havia dado a dica: se a torcida do São Paulo jogasse coisas no ônibus do Corinthians , os alvinegros entrariam com raiva em campo. E foi justamente o que aconteceu no Morumbi: vitória corintiana por 2 a 1 pela primeira partida da Recopa Sul-Americana. A equipe joga agora por um empate no duelo de volta, dia 17, no Pacaembu.

Acha que o São Paulo tem chances de reverter no Pacaembu? Comente!

O ônibus que levou a delegação do Corinthians para o estádio foi alvo de pedras, rojões, cerveja e urina por parte dos torcedores são-paulinos. O resultado, a “raiva” corintiana, foi coroada com o fim do jejum de Guerrero de oito partidas sem marcar e a pintura de Renato Augusto, que percebeu Rogério Ceni adiantado e tocou com classe por cima do goleiro. Aloísio, em falha de Cássio, descontou.

Foi o terceiro confronto entre os arquirrivais nesta temporada, todos no estádio do São Paulo, e a segunda vitória corintiana. Os tricolores não levam a melhor no clássico em casa há seis anos e dez partidas.

Das arquibancadas, de um lado gritos de "nosso freguês voltou". De outro, a maioria que saiu com raiva, pedidos por Muricy Ramalho.

Corinthians começa sufocando e sai na frente com justiça
O São Paulo jogava em seu estádio, mas foi o Corinthians quem começou indo para cima. Pressionando a marcação, os corintianos dificultavam a saída de bola dos são-paulinos, que sofriam com a apatia de seu meio de campo e tinham apenas o contra-ataque como opção. Apesar de melhor em campo, os visitantes não criaram chances claras no início.

Sumidos, Jadson e Paulo Henrique Ganso pouco produziram pelo time tricolor. Em rara oportunidade, Luis Fabiano foi servido pelo camisa 10 e chutou em cima do goleiro Cássio. Já o alvinegro explorou bem a velocidade de Emerson e Romarinho. Em um desses lances, aos 28 minutos, o camisa 17 ganhou disputa com Juan e cruzou. A bola sobrou para Guerrero, que abriu o placar para o Corinthians.

Em desvantagem, o São Paulo tentou partir para cima, mas sem a menor organização tática. A bola saía direto dos zagueiros Lúcio e Ragael Tolói para o ataque. Na melhor chance, Jadson isolou. Ganso nada fez e, com razão, foi substituído por Aloísio no intervalo. O mesmo aconteceu com Douglas, trocado por Wellington, deslocando Rodrigo Caio para a lateral direita.

Cássio falha e São Paulo ressurge, mas Renato Augusto decide
Não deu nem tempo para ver se as alterações de Ney Franco foram corretas. Logo no primeiro minuto da segunda etapa, Aloísio arriscou de longe e Cássio espalmou para dentro: 1 a 1. O gol inflamou equipe e torcida tricolores no Morumbi.

O São Paulo passou a atuar melhor, mas o Corinthians soube conter o ímpeto rival. Aloísio teve a oportunidade de virar, mas os alvinegros colocaram duas bolas na trave de Rogério Ceni.

Equilibrada, a partida só foi decidida em uma genialidade de Renato Augusto. Aos 30, o meia percebeu Rogério adiantado, tocou com classe por cima do goleiro e deu números finais ao clássico. 

FICHA TÉCNICA – SÃO PAULO 1 X 2 CORINTHIANS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo
Data: 3 de julho de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro
Auxiliares: Marcelo Van Gasse e Kleber Lúcio Gil
Público pagante: 31.691
Renda: R$ 1.237.275,00
Cartões amarelos: Ralf, Emerson, Renato Augusto e Guerrero (Corinthians); Paulo Henrique Ganso Jadson, Wellington e Juan (São Paulo)
Gols:  Corinthians - Guerrero aos 28 minutos do primeiro tempo e Renato Augusto aos 30 minutos do segundo tempo; São Paulo - Aloísio a 1 minuto do segundo tempo.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Douglas (Wellington), Lúcio, Rafael Tolói e Juan; Denilson (Lucas Evangelista), Rodrigo Caio, Jadson e Paulo Henrique Ganso (Aloísio); Osvaldo e Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco.

CORINTHIANS: Cássio; Edenilson, Chicão, Gil e Fábio Santos; Ralf, Guilherme e Danilo (Douglas) (Renato Augusto); Emerson (Ibson), Romarinho e Guerrero. Técnico: Tite.