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Regra para brasileiros que deixam o País para um gigante europeu mostra casos raros de sucesso imediato. Kaká é exceção

Neymar e Robinho jogaram juntos no Santos em 2010 e conquistaram a Copa do Brasil
Gazeta Press
Neymar e Robinho jogaram juntos no Santos em 2010 e conquistaram a Copa do Brasil

Entre os muitos desafios de Neymar no início da sua experiência europeia no Barcelona , um deles é ir contra uma regra que tem sido comum entre jogadores brasileiros que deixam o País sob grande expectativa para um gigante europeu e não conseguem sucesso imediato. Os casos recentes de atletas com esse perfil mostram como é difícil para eles se estabelecerem nessa ponte direta. Entre eles estão Robinho e Alexandre Pato. 

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O exemplo de Robinho é muito emblemático. Nenhum jogador deixou o futebol brasileiro nas últimas décadas com tanta expectativa desde o ex-jogador do Santos  foi negociado com o Real Madrid em 2005. Personagem de títulos importantes no time da Vila Belmiro, Robinho chegou a Madri como astro, mas deixou o clube pela porta dos fundos em agosto de 2008, negociado com o Manchester City . Na Espanha não passou perto do que foi no Santos.


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Entre os últimos jogadores brasileiros eleitos como o melhor do mundo pela Fifa, apenas Kaká fez trajetória parecida a de Neymar: de um time grande brasileiro para um gigante europeu. No Milan , o ex-são-paulino conquistou a Liga dos Campeões de 2007, trofeú que o levou como favorito ao prêmio da Fifa. 

Entre os outros vencedores da honraria, Ronaldo e Romário passaram pelo PSV antes de brilharem no Barcelona e conquistarem o prêmio. O mesmo aconteceu com Rivaldo, que passou pelo La Coruña, e Ronaldinho Gaúcho, pelo PSG, antes de se tornarem os melhores do mundo.

Robinho teve passagem sem muito sucesso pelo Real Madrid entre 2005 e 2008
Jamie McDonald/Getty Images
Robinho teve passagem sem muito sucesso pelo Real Madrid entre 2005 e 2008

Robinho, que deixou o Santos direto para o Real Madrid, não se estabeleceu e hoje é banco no Milan depois de passagem tímida pelo Manchester City. Mal na Inglaterra, foi emprestado ao Santos em 2010 e ainda que esteja no Milan hoje, está descartado da seleção de Luiz Felipe Scolari. 

Outro atacante que deixou o futebol brasileiro e não vingou na sua primeira experiência em um grande do continente europeu foi Alexandre Pato. Entre 2007 e 2012, o agora corintiano se machucou com frequência e não conseguiu se fixar nem no Milan nem na seleção brasileira. Buscou o Corinthians para tentar resgatar os bons momentos, mas tem início tímido no clube (sete gols em 25 jogos). 

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Seleção atual
Entre os convocados por Felipão para a seleção que disputará a Copa das Confederações , a maioria constrói a carreira europeia em times médios: Lazio (Hernanes), Atlético de Madri (Filipe Luís) e Zenit (Hulk) são exemplos. Oscar (Chelsea) e Lucas (PSG) custaram fortunas e iniciaram na última temporada essa trajetória em novos ricos europeus que ainda lutam para figurar entre os gigantes. 

Marcelo é um exemplo raro de sucesso imediato na passagem Brasil - Europa. Ele deixou o Fluminense direto para o Real Madrid com 18 anos e aos 25 é titular da equipe espanhola. Daniel Alves, antes de ser titular do Barcelona, fez "estágio" no Sevilla. O mesmo vale para os brasileiros do Bayern de Munique, Dante e Luiz Gustavo, que iniciaram em clubes pequenos de Bélgica e Alemanha seu caminho até um gigante do continente. 

O goleiro Julio Cesar foi vendido pelo Flamengo para a Inter de Milão, mas antes de estrear, jogou no Chievo emprestado. O caso de Thiago Silva, vendido do Fluminense para o Milan em 2008, poderia figurar em exemplo de sucesso imediato, mas o zagueiro teve passagem anterior por Porto e Dínamo de Moscou e não guarda boas recordações. Fred, camisa 9 de Felipão, deixou o Cruzeiro para o Lyon em 2004, mas não foi além da liga francesa antes de retornar ao Brasil.