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Presidente faz mistério e não dá nenhuma pista sobre negociações em curso, como as chegadas do lateral Wendell, do meia Bruno e do atacante Wéverton, todos do Londrina

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras
Djalma Vassão/Gazeta Press
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras

Ser eliminado nas quartas de final do Paulista e nas oitavas de final da Libertadores não era o que Paulo Nobre desejava em seu início de gestão, mas o presidente nem cogita começar uma reformulação para a disputa da Série B do Brasileiro. A avaliação do elenco foi tão mais positiva do que negativa que até um reforço assegurado pode ser trocado por dinheiro.

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O Grêmio ainda ‘deve’ o empréstimo de um jogador na negociação que levou Barcos ao Rio Grande do Sul. A ideia era que fosse Marcelo Moreno, que não se interessou pelo Verdão e já foi repassado ao Flamengo. E se o Palmeiras há menos de quatro meses preferia jogador em vez de dinheiro, hoje a ideia é outra.

"O acordo já foi feito. Pode vir ainda um quinto jogador, mas se avaliarmos que vale a pena. Também podemos completar o acordo de outra maneira. O importante é que o relacionamento entre Palmeiras e Grêmio é bom, então não temos porque nos preocupar com isso", declarou Paulo Nobre.

Já está previsto no acordo que o alviverde ficaria com 35% de uma venda de Marcelo Moreno até dezembro caso o boliviano não acertasse. Estuda-se no clube uma maneira de essa falta de um quinto jogador se tornar um trunfo para reduzir o valor de 5 milhões de euros estipulado em contrato para a aquisição do atacante Leandro em definitivo. Abrir mão de um reforço certo é uma prova de confiança.

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"Buscamos contratações pontuais. Não vai se fazer um novo elenco, vamos reforçar a base que já existe", explicou Nobre. "Temos reuniões com a comissão técnica duas ou três vezes por semana. Identificamos as carências e sabemos onde nos reforçarmos para a disputa da Série B, que será um campeonato dificílimo."

Nobre faz mistério e não dá nenhuma pista sobre negociações em curso, como as possíveis chegadas do lateral esquerdo Wendell, do meio-campista Bruno e do atacante Wéverton, todos do Londrina. Embora sejam claras as necessidades de nomes para a lateral esquerda, meias e atacantes, o presidente tenta manter em sigilo até as posições nas quais busca reforços.

"Que o palmeirense fique absolutamente tranquilo: com o final desse ciclo, podemos identificar com um grau de confiança maior as necessidades do Palmeiras, e vamos correr em cima disso", prometeu, dando ainda outro recado claro.

Pode não haver reformulação, mas qualquer atleta tem possibilidades de sair. Incluindo Valdivia e Henrique. "Nenhum jogador do Palmeiras é inegociável. Se vier uma proposta boa, qualquer um pode ser negociado", indicou Nobre.