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Após empate sem gols com o Tijuana, jogadores contam como foi difícil domar a bola no gramado artificial do Estádio Caliente

Charles conduz a bola na grama sintética do Estádio Caliente, em Tijuana
Ramiro Fuentes/Inovafoto/Gazeta Press
Charles conduz a bola na grama sintética do Estádio Caliente, em Tijuana

A atuação consistente do Palmeiras no empate sem gols com o Tijuana, na terça-feira, passou a impressão de que o time não sentiu as dificuldades de jogar em um campo de grama sintética, com perfil diferente até do piso do Nacional, clube onde a equipe treinou para se adaptar antes de viajar ao México. Mas os jogadores voltaram ao Brasil relatando os problemas vividos no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

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"A bola quicava, morria... Misericórdia", comentou o zagueiro Mauricio Ramos, sorrindo ao lembrar do quique diferente da bola no campo artificial. "Não pareceu, mas tivemos muitas dificuldades. No primeiro tempo, eu estava um pouco perdido com o quique da bola. Depois, melhorou", falou o atacante Vinicius, em declaração similar à do goleiro Bruno, que disse até ter ficado com as costas doloridas pelo esforço no piso.

A sensação verdadeira dos atletas é de que a raça foi mais importante para superar não só a grama sintética, mas também as quatro horas de diferença no fuso horário. "Tivemos muitas dificuldades com o fuso. O jogo era 18h30 do horário de lá, acordei às 7 horas e não consegui dormir mais. Teve gente que não dormiu muito bem. Como estamos superando muitas coisas, superamos isso também", apontou Vinicius.

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Gilson Kleina voltou com convicção de que, se a Fifa incentiva o uso de grama sintética, que todos os materiais se adequem às condições. "Foi um jogo difícil porque passa a não ser o futebol propriamente dito. A bola fica viva porque é a mesma do campo de grama natural. Teriam de usar uma bola apropriada para a grama sintética e igualar a espessura da grama", disse o treinador.

Todas as dificuldades citadas, porém, são usadas como prova da boa atuação da equipe. "É bem diferente jogar na grama sintética, você vai dar um passe e a bola não sai na força a que você está acostumado em campo normal. Mas conseguimos superar bem essas dificuldades e trouxemos um bom resultado", comemorou Marcelo Oliveira.

"O Tijuana é uma equipe que sabe jogar naquele tipo de grama, mas nos adaptamos rapidamente. Tivemos algumas dificuldades, mas os jogadores foram briosos, souberam entender o que passamos e trabalhamos", elogiou Gilson Kleina. "O desempenho surpreendeu. Graças a Deus o grupo todo assimilou bem o gramado", aliviou-se Maurício Ramos.