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"Tenho um enorme carinho pelo Santos.", disse o jogador, que atuou pela primeira vezna Vila Belmiro desde que deixou o clube

O último ato de Wesley no Campeonato Paulista de 2013 foi receber um cartão amarelo. Logo após converter sua cobrança na decisão de pênaltis no jogo único das quartas de final, o volante do Palmeiras colocou as mãos nos ouvidos em resposta às vaias que recebeu, gesticulando como se quisesse ser provocado de novo. Por isso, foi advertido. Mas garantiu ainda gostar do Santos, clube que o revelou.

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"Tenho um enorme carinho pelo Santos. Devo muito ao Santos", disse o jogador, que atuou pela primeira vez Vila Belmiro desde que deixou o clube.

Neste sábado, contudo, Wesley sofreu. A cada cobrança de escanteio, via santistas se pendurarem em proteções de plástico para xingá-lo mais de perto. Quando partiu para cobrar seu pênalti, o estádio inteiro o vaiou. "Sabemos que o torcedor fez isso porque agora sou do rival", minimizou.

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Antes do clássico, o meio-campista admitiu ansiedade por não saber como seria a sua recepção na Vila Belmiro. Mas sua saída não foi conturbada. Formado no Santos, o volante voltou a jogar pelo time em 2010 após ser emprestado ao Atlético-PR e se destacou nas conquistas do Paulista e da Copa do Brasil daquele ano, tanto que foi vendido ao Werder Bremen, da Alemanha, e convocado para a Seleção Brasileira.

Agora, há pouco mais de um ano no Palmeiras, o que ele tinha certeza era da pressão que sua equipe sofreria em sua antiga casa. "É complicado jogar aqui na Vila. Passei muita coisa aqui e sei disso. Mas conseguimos buscar o empate e vamos agora jogar a Libertadores, que tem grande importância. Estaremos de cabeça erguida", avisou o jogador, após o 1 a 1 no tempo normal e já pensando no duelo de terça-feira, contra o Tijuana, no México.