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Atacante corintiano, autor do primeiro gol na goleada deste domingo, disse que apenas bateu no peito ao comemorar

Uma confusão nas arquibancadas do Moisés Lucarelli chamou tanta atenção quanto a vitória por 4 a 0 do Corinthians sobre a Ponte Preta, neste domingo. Após o atacante Romarinho marcar o primeiro gol do jogo e comemorar diante da torcida adversária, o público que estava naquele setor iniciou um violento confronto com policiais militares.

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Romarinho comemora o primeiro gol do Corinthians contra a Ponte Preta
Luís Moura/Gazeta Press
Romarinho comemora o primeiro gol do Corinthians contra a Ponte Preta

"Só bati no peito para comemorar, como faço sempre. Fui para aquela direção, e eles começaram a nos xingar bastante", simplificou Romarinho, que já havia protagonizado essa mesma polêmica em uma vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, em setembro do ano passado. Na ocasião, ele explicou que estava acostumado a vibrar próximo ao portão principal do Pacaembu, onde estavam os mandantes palmeirenses e habitualmente ficam os corintianos.

Desta vez, os torcedores não se irritaram apenas com Romarinho. Uma das organizadas da Ponte Preta não gostou de perceber a animação de alguns torcedores com o gol do atacante. Irritados com a possibilidade de haver rivais infiltrados nas arquibancadas, parte do público ponte-pretano passou a expulsar quem não estava uniformizado ou não sabia cantar o hino do clube.

A Polícia Militar interveio. Quando os policiais tentaram dispersar os torcedores mais exaltados, a organizada ganhou reforços e iniciou um violento confronto contra quem estava fardado. Com alguns momentos de trégua, a briga se estendeu até o início do segundo tempo.

Após a partida, houve mais tumulto nos arredores do Moisés Lucarelli. Torcedores reclamaram da depredação de seus automóveis. "Como assim vocês, policiais, ficam dentro do estádio e não agem lá fora?", protestou um deles, quase às lágrimas.

A Polícia Militar não soube precisar a quantidade de presos e hospitalizados (não foram poucos) por causa do tumulto no Moisés Lucarelli. Mesmo eliminada do Campeonato Paulista, a Ponte Preta corre o risco de receber uma sanção esportiva pelos incidentes.