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Em evento que homenageou os ex-jogadores campeões do mundo, Pelé pediu compreensão da torcida com o time brasileiro

A seleção brasileira comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari foi defendida por Pelé na tarde desta quinta-feira, um dia depois do empate por 2 a 2 contra o Chile , no Mineirão. O ex-jogador ainda pediu compreensão aos torcedores e reiterou o pedido de usar o Corinthians como base para o time nacional.

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Em evento no estádio do Morumbi, Pelé saiu em defesa da seleção brasileira
DJALMA VASSÃO / Gazeta Press
Em evento no estádio do Morumbi, Pelé saiu em defesa da seleção brasileira

"Não podemos querer que a seleção renda 100% se não estiver jogando. Desde a nossa época, os times que estavam bem armados eram a base da seleção", afirmou Pelé para então repetir o pedido de aproveitar a estrutura armada pelo técnico Tite no Corinthians.

"O Cruzeiro , o Santos e o Botafogo já serviram de base para a seleção. Falei do Corinthians porque é o time mais organizado, apesar de não ter craques. A troca de passes do segundo gol contra o Chile deveria acontecer sempre, e não de três em três anos. Jogadores, nós temos. O que precisa é de conjunto", declarou.

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O Brasil começou em desvantagem no amistoso diante do Chile, o último antes da divulgação da lista de convocados para a Copa das Confederações. Com um belo gol de Neymar , citado por Pelé, virou o jogo, mas levou o empate em seguida. Após o gol de Vargas, os torcedores vaiaram a seleção e gritaram "olé" a cada passe dos adversários.

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"A equipe do Brasil não merecia o ‘olé’, mas é normal, uma coisa de momento. O torcedor vai ao estádio achando o Chile é fácil, mas é um time organizado. O público é pego de surpresa, fica decepcionado e começa a vaiar. Temos que chamar a atenção do torcedor para ele compreender. Precisa ir ao estádio para apoiar", criticou.

Pelé manifestou apoio ao trabalho desenvolvido pela dupla formada por Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira, promovidos a sucessores de Mano Menezes por José Maria Marin, presidente da CBF. Por outro lado, pediu que os comandantes privilegiem os jogadores técnicos.

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"O Brasil foi campeão em 1970 praticamente invicto desde as Eliminatórias. Naquela época, muita gente dizia que Pelé, Gérson, Tostão e Rivellino não podiam jogar juntos, porque eram os camisas 10 de suas equipes. Mas todo mundo era treinado. Se treinarmos agora, também vamos ter uma grande equipe", apostou.

* Com Gazeta Esportiva