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O técnico do Grêmio fez uma relação entre a decisão do então presidente Belluzzo e o rebaixamento da equipe à Série B do Campeonato Brasileiro, no ano passado

Vanderlei Luxemburgo é técnico do Grêmio
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Vanderlei Luxemburgo é técnico do Grêmio

Vanderley Luxemburgo usou Andrés Sanchez e Alexandre Kalil como exemplos de dirigentes que deram continuidade ao trabalho de seus técnicos e foram importantes na construção do sucesso atual de Corinthians e Atlético-MG. Em participação em programa do SporTV , ele criticou a prática da demissão de treinadores como solução dos problemas dos clubes.

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Após os elogios aos cartolas alvinegros, o técnico recordou sua demissão do Palmeiras, em junho de 2009. Ele fez uma relação entre a decisão do então presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e o rebaixamento da equipe à Série B do Campeonato Brasileiro, no ano passado.

"O Belluzzo não gostou de uma declaração minha na qual eu estava protegendo o clube. A situação daquele atacante, como chama? Isso, Keirrison. Fui mandado embora às onze horas da noite, com um projeto pronto para ser campeão brasileiro", afirmou Luxemburgo.

Na ocasião, o treinador se irritou com a negociação do atleta, que estava no Palmeiras havia poucos meses, com o Barcelona. Ele afastou Keirrison e avisou que, se a transferência não fosse concretizada, ele não voltaria a atuar até o final do ano. Pelo que chamou de "quebra de hierarquia", Belluzzo o demitiu.

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"Aí eles contrataram o Muricy (Ramalho), identificado com o São Paulo. E a rivalidade do Palmeiras com o São Paulo é uma das maiores do Brasil. Não que o Muricy não seja competente, mas o projeto era outro, a concepção dele de futebol é totalmente diferente da minha. Acabou indo para a segunda divisão", comentou Luxa.

Muita coisa aconteceu entre a queda do carioca e o rebaixamento, mais de três anos depois. No próprio Brasileiro de 2009, após um período sob comando de Jorginho, o Verdão esteve perto do título e acabou sucumbindo nas rodadas finais, com Muricy na direção técnica.

Muricy caiu, Antônio Carlos teve sua chance antes da volta de Luiz Felipe Scolari, que teve dificuldades até conquistar a Copa do Brasil de 2012 e deixar a equipe na zona da degola para Gilson Kleina. O presidente já era Arnaldo Tirone, agora substituído por Paulo Nobre.

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