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Em entrevista ao iG Esporte, diretor executivo do clube afirmou que profissionalismo começou a ser implantado, mas que tudo depende do acesso à Série A

José Carlos Brunoro foi contratado para profissionalizar departamento de futebol do Palmeiras
Gazeta Press
José Carlos Brunoro foi contratado para profissionalizar departamento de futebol do Palmeiras

O diretor executivo José Carlos Brunoro chegou ao Palmeiras no final de janeiro de 2013 com a missão de reestruturar um clube recém-rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Após dois meses e meio de trabalho, pelo menos a primeira parte do trabalho foi concluída: o departamento de futebol do time do Palestra Itália já é hoje mais arrumado do que no fim do ano passado.

"O departamento de futebol e tudo aquilo que a gente encontrou. O marketing está mais estruturado, o futebol de base começa a ficar mais estruturado, o futebol profissional. Sempre salientando uma coisa, e isso não é critica ao passado: são modelos de trabalho", afirmou Brunoro ao iG Esporte .

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“Foi um período muito ruim porque você não podia tomar nenhuma ação sem poder ter na mão o que você poderia fazer, o que teria de recursos. O que nós fizemos nesses dois meses e meio: encontramos, dentro das nossas avaliações, um elenco profissional bastante reduzido”, prosseguiu o dirigente.

O objetivo a curto prazo era dar cara para a equipe principal, que tinha 18 jogadores no início da temporada. Hoje são 37 atletas, segundo o site oficial palmeirense. O atacante Luan saiu, mas em troca o clube recebeu Marcelo Oliveira e Charles, que vêm sendo usado com frequência pelo técnico Gilson Kleina. O mesmo aconteceu com Barcos, substituído por quatro reforços – entre eles Leandro, artilheiro do time em 2013.

“Foi um alívio financeiro. A gente começou a recompor o elenco que ia disputar simultaneamente o Paulista e a Libertadores e a valorizar também os jogadores da base que tinham subido, casos do Vinicius, Patrick, Denone e Caio, que seriam jogadores importantes. Demos um pouco mais de elenco para o Kleina para que ele pudesse ter pelo menos treinos coletivos e um pouco mais de opções”, falou o diretor.

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Os departamentos de marketing, futebol de base e financeiro também foram profissionalizados. A médio e longo prazos, além de completar o time que disputará e brigará pelo acesso na Série B, estão os planos de explorar e valorizar a marca Palmeiras através do programa de sócio torcedor, do centenário do clube em 2014 e da inauguração da Arena Palestra.

“Começamos a fazer as avaliações de todos os contratos, licenciamentos e já começamos a ir pra rua também para buscar parceiros que possam compor o faturamento do marketing”, disse Brunoro.

Outra mudança drástica da nova gestão foi o fim do Palmeiras B, criado em 2000. Na visão do dirigente, o alto custo não justificava os resultados apresentados.

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“O time B não tinha uma serventia. Ele joga uma outra competição e é praticamente uma outra entidade. Eu não posso ficar, durante a A3, por exemplo, colocando jogador do time B no time principal, porque vence o prazo de inscrição e vice-versa. E então ficava amarrado o time B em termos de aproveitamento técnico e o custo é muito alto”, analisou Brunoro.

“Nós resolvemos, então, mudar um pouco a filosofia de trabalho eliminando o time B, partindo para a gente fazer trabalhos mais elaborados com os juniores. Nosso próximo passo é a criação de um projeto-diretor para essas áreas para que a gente possa, sistematicamente, estar dentro desse projeto a cada coisa que acontecer”, completou o diretor.

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Nada servirá, no entanto, se o retorno à elite do futebol brasileiro não acontecer ao final deste ano. Para o dirigente, o acesso à Série A é fundamental para as pretensões do clube em todos os segmentos.

“Não adianta a gente esconder isso. Sem você subir para a Série A, você não cresce também como clube, time ou recursos. Tudo tem que passar por você subir. Todos os projetos do clube têm que passar por você subir. Não adianta você ganhar a Libertadores e não subir, que o problema vai ser muito grave, como diminuição de receitas e coisas do tipo”, falou Brunoro.