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Em Ribeirão Preto, time de Ney Franco fez 3 a 1 e disparou na liderança do Paulistão

Com um jogador a mais desde os 21 minutos do primeiro tempo, dada expulsão de Zé Antônio, o São Paulo apresentou dificuldade inicial para derrotar o Botafogo, neste domingo, em Ribeirão. Mas derrotou. Superior do início ao fim mesmo usando apenas reservas, mas chutando pouco a gol, a equipe da capital fez 3 a 1 na metade final do segundo tempo, com tentos de Lúcio (em cobrança de falta), Aloísio e Ademilson. No fim, Dimba descontou para o time interiorano.

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O Botafogo ainda teve outro cartão vermelho - André, aos 16 minutos do segundo tempo -, mas o São Paulo igualmente terminou o jogo com dez jogadores. Rodrigo Caio recebeu segundo amarelo pouco depois da outra expulsão do time da casa, e Maicon se machucou quando Ney Franco já havia feito três substituições.

Lúcio comemora o gol de falta que abriu a vitória do São Paulo em Ribeirão Preto
CÉLIO MESSIAS / Gazeta Press
Lúcio comemora o gol de falta que abriu a vitória do São Paulo em Ribeirão Preto

Classificado há duas rodadas, o São Paulo abre quatro pontos de frente para a vice-líder Ponte Preta, que mais cedo foi derrotada pelo Palmeiras. Se vencer o União Barbarense na quarta-feira, em jogo adiado da quarta rodada, garante antecipadamente também a primeira posição. Já o Botafogo (em sétimo, com 28 pontos) joga no domingo, de novo em casa, contra o Bragantino.

Vindo de derrota que o deixou em situação muito delicada na Copa Libertadores, o São Paulo entrou em campo com uma formação completamente reserva. Únicos titulares no meio de semana a viajar a Ribeirão Preto, Maicon e Aloísio começaram no banco. Nem mesmo Luis Fabiano, suspenso no torneio continental, jogou. Mas por conta de trauma na panturrilha esquerda.

Lúcio marcou o primeiro gol do São Paulo
Fernando Calzzani/Photopress/Gazeta Press
Lúcio marcou o primeiro gol do São Paulo

O desenho tático da equipe não mudou, porém. Ney Franco voltou a usar Douglas como meia, uma espécie de dublê de Jadson, que tem tido liberdade para cair para qualquer lado do campo. E a função de servir a dupla de ataque (nesta noite formada por Wallyson e Ademilson) ficou a cargo de Cañete, substituto de Paulo Henrique Ganso.

O argentino tentou comandar o meio-campo são-paulino, mas não conseguiu, diante da marcação homem a homem do Botafogo. Ainda assim, chegou duas vezes com perigo. Aos 19 minutos, recebeu cruzamento de rasteiro de Wallyson e, de frente para o gol, errou tentativa com a perna esquerda. Mais tarde, acionado por Douglas na entrada da área, bateu à direita do gol de Rafael.

Na segunda tentativa de Cañete, o São Paulo já tinha um jogador a mais em campo, porque Zé Antônio, aos 21 minutos, deu um carrinho perigoso em Douglas e foi expulso. Seus companheiros até reclamaram com o árbitro, mas o volante nem isso fez.

Apesar da vantagem numérica, a equipe de Ney Franco não aumentou o trabalho da defesa adversária. Sem valorizar a posse de bola como deveria, abusou de cruzamentos para a área e de passes mal feitos. Do outro lado do campo, Lúcio e Rhodolfo vigiavam o isolado Nunes sem maiores problemas.

O botafoguense só destacou nos minutos finais do primeiro tempo, ao ir para cima de Cañete porque o argentino não colocou bola para fora para atendimento médico a um colega seu. O curioso é que ele próprio não o fez, no mesmo lance. “Eu estava de costas, ninguém me avisou”, justificou o sempre fanfarrão centroavante, prometendo não perder a partida. “Nem que seja na porrada”.

Mas, precavido, Marcelo Veiga não permitiu que ele cumprisse a promessa. Pelo cartão amarelo recebido na confusão, o treinador o tirou no intervalo para por Francis, outro atacante. O novo atacante igualmente não preocupou a retaguarda. Até porque teve que ajudar a marcação, principalmente depois que André recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o Botafogo momentaneamente com dois a menos – momentaneamente porque Rodrigo Caio foi expulso logo depois.

A impressão, contudo, é de que o placar não sairia do zero. O São Paulo chutava pouco a gol. Até que, aos 28 minutos, Lúcio cobrou falta rasteira da intermediária e contou com falha de Rafael para fazer o primeiro. Seis minutos depois, Aloísio (que substituiu Cañete) girou de costas na entrada da área e ampliou a vantagem.

Já entregue, o Botafogo levou o terceiro aos 39 minutos, quando o time da capital igualmente tinha nove jogadores – Maicon deixou o campo lesionado, sem poder ser substituído. Ademilson arrancou da meia esquerda, passou por dois marcadores e tocou na saída de Rafael. No fim, um relaxamento da zaga e um rebote oferecido por Denis permitiu que Dimba descontasse. Só que sem tempo para maior reação.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-SP 1 x 3 SÃO PAULO

Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto-SP
Data: 7 de abril de 2013 (domingo)
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa
Cartões amarelos: André, Nunes, Rafael e César Gaúcho (Botafogo); Lúcio, Rodrigo Caio (São Paulo)
Cartões vermelhos: Zé Antônio e André (Botafogo); Rodrigo Caio (São Paulo)

Gols: BOTAFOGO: Dimba, aos 46 minutos do segundo tempo SÃO PAULO: Lúcio, aos 28, Aloísio, aos 34, e Ademilson, aos 39 minutos do segundo tempo

BOTAFOGO-SP: Rafael; Igor, Preto Costa e Cris (Dimba); Daniel Borges, César Gaucho, Zé Antônio, Danilo Bueno e Giovanni; Francis e Nunes (Francis)
Técnico: Marcelo Veiga

SÃO PAULO: Denis; Rodrigo Caio, Lúcio, Rhodolfo e Cortez (Henrique Miranda); Wellington, Fabrício (Maicon), Douglas e Cañete (Aloísio); Wallyson e Ademilson
Técnico: Ney Franco

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