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Torcedor boliviano morto no confronto entre San José e Corinthians, pela Copa Libertadores, viajou a Oruro para ver o atacante brasileiro em campo


O desejo de ver Alexandre Pato, então recém-contratado pelo Corinthians , foi uma das principais motivações para fazer Kevin Beltrán Espada viajar de Cochabamba para Oruro com a finalidade de acompanhar o jogo entre San José e Corinthians, pela Libertadores. Admirador do atacante, o garoto de 14 anos jogava como goleiro nas partidas com os amigos e fez um desenho da camisa da seleção brasileira no computador.

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"Lembro que o Kevin me disse: 'papai, vou ver o Pato'. Como defendo que só devemos apoiar os times nacionais, perguntei quem era o Pato. Ele me respondeu que era um jogador que estava na Europa e havia sido repatriado pelo Corinthians. Meu filho me disse: 'ele vai vir para a partida em Oruro e é um jogadorzaço'", contou Limbert.

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Atingindo de maneira por um fatal por um sinalizador logo nos primeiros minutos da partida, Kevin não chegou a realizar o sonho de ver Alexandre Pato em ação, uma vez que o atacante substituiu Emerson Sheik apenas durante o segundo tempo. Neste sábado, o ídolo do garoto defende o Brasil em amistoso diante da Bolívia com parte da renda revertida à família Beltrán.

"O Kevin tinha uma admiração muito grande pelo futebol brasileiro, especialmente pela Seleção. Como não tinha a camiseta do Brasil, ele a desenhava. Tem alguns desenhos que meu filho deixou no computador e a camisa da seleção brasileira está lá", contou Limbert, que não deve ir ao amistoso, já que acabou 'esquecido' pela Federação Boliviana de Futebol (FBF) após criticar a entidade.

Com apenas 14 anos, o garoto ainda não tinha uma profissão em mente, mas a mãe Carola, diante do traço do filho, já fazia planos. "O Kevin contava com uma aptidão única para o desenho. Acho que poderia ser um bom arquiteto ou engenheiro. Ele também era criativo e gostava de desenhar modelos de casas com diferentes estruturas", recordou.

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Apesar de ter o artilheiro Alexandre Pato como um de seus ídolos, Kevin costumava jogar como goleiro nas brincadeiras com os amigos. De acordo com Limbert Beltrán, a falta de habilidade com a bola nos pés levou o filho a iniciar a 'carreira' como goleiro nas peladas do colégio, localizado a poucos quilômetros do cemitério Parque de la Memórias.

"O Kevin gostava de jogar futebol. Sinceramente, acho que não era muito bom atuando linha, mas foi um excelente goleiro", lembrou Limbert, orgulhoso. "Ao verem que meu filho não era tão bom como jogador, os amiguinhos o levaram para o gol e ficaram muito surpresos, porque ele reagiu bem e se converteu no goleiro titular", completou o pai do garoto.

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