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Limbert Beltrán se preocupa com uma possível mercantilização da tragédia que envolveu o filho e não pretende comparecer ao amistoso deste sábado, diante do Brasil

Limbert Beltrán, pai de Kevin, atingido por um sinalizador de forma fatal no jogo entre San José e Corinthians, não deve viajar a Santa Cruz para acompanhar o amistoso da seleção local contra o Brasil, programado para sábado. Ironicamente, ele se disse esquecido pela FBF (Federação Boliviana de Futebol), organizadora do confronto.

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"A FBF não se comunicou até o momento", afirmou Beltrán no começo da madrugada desta sexta-feira em contato por e-mail. "Parece que ficaram incomodados com o meu pedido de transparência e esqueceram do convite. Mesmo se fizerem de última hora, não pretendo ir", declarou.

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José Maria Marin, presidente da CBF, anunciou que a renda do amistoso em Santa Cruz seria doada aos parentes de Kevin. Insatisfeita, a FBF, dirigida por Carlos Chavez, protestou e chegou a um acordo com a entidade brasileira. Assim, ficará com o total arrecadado e terá o poder de decidir o percentual a ser repassado à família Beltrán.

Os campeões do Sul-americano de 1963, maior título da história do futebol boliviano, também esperam receber parte da renda do amistoso diante do Brasil. Em encontro com a reportagem na tarde de quinta-feira, o pai de Kevin já havia manifestado seu descontentamento com a situação.

"O que me preocupa é que se mercantilize o nome do meu filho. O tema não é tanto econômico, mas sim uma questão de família. Não gostamos que manipulem o nome do Kevin".

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