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Segundo Antônio Patriota, ministro das Relações Exteriores, as autoridades bolivianas estão conscientes da gravidade da situação dos 12 corintianos


Os 12 torcedores do Corinthians presos em Oruro, na Bolívia, ainda terão que esperar mais para serem soltos. Pelo menos é o que indicou o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, que se reuniu com o presidente Mário Gobbi, nesta quarta-feira, em Brasília.

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"Uma vez comprovada a inocência, que acreditamos que será o desenlace, queremos garantir a libertação dos nossos concidadãos e que o processo seja célere", afirmou Patriota à Agência Brasil. "Tenho sentido, embora seja um pouco prematuro assinalar, sensibilidade das autoridades bolivianas sobre a importância que a sociedade brasileira e a opinião pública dão (ao caso)", acrescentou.

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Depois do encontro, Patriota garantiu que o mandatário do Corinthians está "mais tranquilo" com a situação. De acordo com o ministro, Gobbi se sentiu "reconfortado com a conversa", já que percebeu o empenho das autoridades brasileiras no imbróglio.

Enquanto isso, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que visitou os alvinegros presos, reclamou da situação que eles se encontram na cadeia e também das atitudes do governo boliviano, que estaria fazendo jogo duro por interesses futuros.

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De acordo com Ferraço, os corintianos estão em condições sub-humanas e primitivas: o presídio, segundo levantou o senador, tem capacidade para 200 detentos, mas abriga 1.500. Além disso, os brasileiros estariam ao lado de "estupradores, assassinos e traficantes".

Há 11 meses na Embaixada do Brasil em La Paz, o senador Roger Pinto Molina, crítico ferrenho do governo boliviano, interessa às autoridades do país, e o seu asilo político poderia ser envolvido numa "barganha", como define Ferraço.

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Os 12 torcedores já somam mais de um mês na prisão: no dia 20 de fevereiro, eles foram acusados de disparar o sinalizador marítimo que matou o boliviano Kevin Espada, de 14 anos, durante o jogo entre Corinthians e São José, pela primeira rodada da Copa Libertadores da América.

Dias depois, um menor de idade, identificado como H. A. M., assumiu a autoria do disparo, já no Brasil. O depoimento, no entanto, ainda é visto com desconfiança pela Justiça da Bolívia.

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