Tamanho do texto

Sem poder mandar jogos no estádio, construído em 2007 para o Pan, o clube também terá que arcar com os prejuízos das vendas de camarotes e de placas publicitárias

O Botafogo terá uma das reuniões mais importantes de toda a sua história nesta quinta-feira. De acordo com o jornal O Globo , a diretoria e os conselheiros do clube irão se reunir para definir a situação do Engenhão, que, interditado há uma semana, poderá ser devolvido para a Prefeitura da cidade.

Assista: Botafogo entra na moda do 'Harlem Shake' e brinca com interdição do Engenhão

Segundo as informações, a cúpula do clube carioca está insatisfeita com os prejuízos financeiros que a interdição da praça desportiva, que apresenta falhas estruturais e ameaça a segurança dos torcedores, está causando. Alternativa, uma reforma do Caio Martins, ‘velho’ palco alvinegro, é cogitada.

Engenhão, estádio do Botafogo no Rio de Janeiro
Divulgação
Engenhão, estádio do Botafogo no Rio de Janeiro

Recentemente, o presidente Maurício Assumpção intermediava um acordo para os naming rights do Engenhão. A empresa, que levaria o seu nome ao estádio, oferecia cerca de R$ 30 milhões no contrato. No entanto, o ‘vexame’ da interdição fez com que ela desistisse permanentemente das negociações.

Veja: Problemas no Engenhão 'arranham' imagem do Brasil, dizem analistas

Sem poder mandar jogos no estádio, construído em 2007 para os Jogos Pan-Americanos, o clube de General Severiano também terá que arcar com os prejuízos das vendas de camarotes e de placas publicitárias. Desta forma, os dirigentes não veem outra saída: o término da concessão da prefeitura é válido.

"Não há outra solução. A serventia para o Botafogo acabou. O clube não tem condições de gerenciar. Mesmo que a prefeitura arque com a manutenção, não haveria tanto lucro", explicou Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente e atual conselheiro, que é um dos idealizadores da ‘entrega’ do estádio à Prefeitura.

Você acha que o Botafogo deve devolver o Engenhão? Comente

Após quatro anos de construção e R$ 380 milhões de verba, o Estádio Olímpico João Havelange foi erguido como o palco mais moderno do Brasil. Porém, a localização nunca caiu nas graças da torcida carioca, que lamentava as dificuldades para o acesso: os baixos públicos nas partidas são reflexos disto.

Projetado pelo arquiteto Carlos Porto, o estádio, mesmo com pouco tempo de ‘vida’, já apresenta rachaduras em sua estrutura, principal motivo para a interdição. Atualmente, os quatro grandes times da capital, também sem o Maracanã, apelam para o Moça Bonita ou o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.