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Depois de seis partidas sem marcar, incluindo jogos da seleção brasileira e do Santos, Neymar voltou a balançar as redes adversárias neste domingo

Três dias depois de ser vaiado por parte da torcida do Santos após o empate com o Mogi Mirim, na Vila Belmiro, Neymar foi um dos protagonistas da vitória do Santos neste domingo, por 2 a 1, para cima do Oeste. Na cidade de Bauru, onde o adversário escolheu para mandar a partida em função da possibilidade de maior arrecadação, o camisa 11 foi capitão e autor do primeiro gol - Gilmar descontou e Cícero deu números finais ao marcador.

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Durante a partida, ao contrário do que ocorreu na Baixada, Neymar foi ovacionado pela torcida santista. Segundo a lembrança de Neymar, no entanto, não houve vaias na última quinta-feira: "Não fui vaiado não, de jeito nenhum. A cobrança do torcedor de vencer é sempre grande. A gente (jogadores) quer vencer mais ainda. Aqui o público me recebeu muito bem, e pude responder com um gol. Mas isso não tira peso nenhum. Estou com o peso normal, 66 kg, tudo certo".

"Não tinha zica nenhuma. Que zica? Ninguém estava com zica, gente. Eu estava jogando normal, isso aí é coisa de vocês. Para mim estava normal", relatou Neymar na saída de campo, antes de comentar o gol marcado e sua postura dentro de campo, de sair da área para buscar jogo: "Acabei dando sorte. Não foi um gol bonito, foi sorte. Mas isso é normal, estou acrescentando coisas no meu futebol o tempo todo".

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O técnico Muricy Ramalho também não citou o termo "zica", já que Neymar não marcava gols há seis partidas, e preferiu ver o jejum de seu principal jogador com otimismo: "Eu acho que ele é um jogador acostumado a jogar em nível alto, e fazendo gols todos os jogos. A gente sente que às vezes fica um pouco incomodado, mas é natural. É importante que sinta essa fase para buscar o gol desde o começo. Ele mesmo tem que se cobrar. Não é normal essa marca de seis jogos, mas acontece. Ele é novo, está aprendendo, e tem que lidar com momentos ruins. Não é sempre que está tudo bem".

"O Neymar fez gol, batalhou, criou nossas melhores oportunidades. No futebol você tem que matar o adversário, não pode dar chance. Ele errou o gol e tomou o castigo em seguida (no lance do gol do Oeste, aos 38 do segundo tempo). Ele sabe que tem que marcar, mas tivemos poder de reação, não desanimamos", completou Muricy, que terá Neymar à disposição na próxima quinta-feira, diante do São Caetano.

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