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Os 12 jogadores contratados para esta temporada, além dos reintegrados Souza e Wendel, não sofrem com o atraso, já que todos os salários de 2013 foram pagos

Quase todos os jogadores do elenco e a comissão técnica do Palmeiras ainda têm dois meses de direitos de imagem, maior parte de seus salários, atrasados. E não sabem quando vão receber. Paulo Nobre diz que o único acordo estabelecido foi de empenho para quitar a dívida, sem estipular quando isso ocorrerá.

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“O Palmeiras não fez acordo de planejamento para o pagamento. Não definimos data nenhuma”, informou o presidente, negando informações vindas de dentro do clube de que a expectativa era de que tudo fosse colocado em dia até o final do próximo mês.

José Carlos Brunoro, diretor executivo, e Paulo Nobre, presidente do Palmeiras
Djalma Vassão/Gazeta Press
José Carlos Brunoro, diretor executivo, e Paulo Nobre, presidente do Palmeiras

O assunto gerou incômodo há algumas semanas, quando os jogadores designaram representantes para falar com a diretoria. Nobre e o diretor executivo José Carlos Brunoro se comprometeram a usar o primeiro grande valor que entrar nos cofres para arcar com os salários atrasados, adotando o mesmo discurso para Gilson Kleina, que se mostra mais tranquilo com o problema financeiro do que seus comandados.

“São dois meses de direitos de imagem atrasados que herdamos por não termos condições de honrar. Mas o elenco sabe e tem certeza absoluta de que essa diretoria é séria e não está embromando”, apontou o mandatário, sempre lembrando que os salários atrasados são da gestão de Arnaldo Tirone.

Os 12 jogadores contratados para esta temporada, além dos reintegrados Souza e Wendel, não sofrem com o atraso, já que todos os salários de 2013 foram pagos. Por isso, qualquer problema em campo não é relacionado à dificuldade financeira.“Não há crise por causa dos salários no Palmeiras. O jogo contra o Mirassol não tem nada a ver com isso”, enfatizou Nobre, que garante: o assunto não foi nem citado na reunião que teve com o elenco nessa quinta-feira.

Dos 14 atletas utilizados na goleada sofrida na quarta-feira, só Juninho, Márcio Araújo, Wesley e João Denoni estão com os salários atrasados. Mas cinco dos oito desfalques da equipe para o jogo ainda têm dinheiro a receber: Henrique, Mauricio Ramos, Leandro Amaro, Valdivia e Maikon Leite – as exceções são Vilson, Souza e Kleber.