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Campeã do mundo vivia situação delicada no grupo I, mas fez 1 a 0 contra rival direto e

Espanha venceu a França em Paris
Reuters
Espanha venceu a França em Paris

Depois de empatar com a Finlândia e assistir à vitória convincente da França para cima da Geórgia no final da semana passada, a Espanha conseguiu reagir nesta terça-feira, quando visitou a equipe de Didier Deschamps no Stade de France, em Saint-Denis, e venceu por 1 a 0, com gol marcado por Pedro Rodríguez.

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O resultado deixa os comandados de Vicente del Bosque na liderança do Grupo I das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2014, à frente justamente dos parisienses.

Com 11 pontos, a Espanha passa a liderar a chave protagonizada pelas duas gigantes do continente e retoma seu favoritismo em busca de vaga direta no Mundial do Brasil. Já a França conhece sua primeira derrota nas Eliminatórias e fica em segundo - no momento, o time de Ribéry e Jallet, seus principais nomes nesta terça-feira, ficaria apenas com a possibilidade de jogar a repescagem. Marcado aos 13 minutos do segundo tempo, em jogada individual de Pedro e falha justamente do lateral do PSG, o gol da vitória antecipou apatia da equipe francesa e expulsão de Pogba, todos os lances na etapa complementar.

Pelas Eliminatórias, as duas seleções voltam à ação apenas em setembro: na Geórgia, a França encara os donos da casa em busca de reabilitação. Disposta a manter a ponta da tabela no penúltimo compromisso, o primeiro após a Copa das Confederações de 2013, a Espanha visita a Finlândia.

O jogo
Insistindo na habitual troca de passes para buscar espaço no campo de defesa da França, a Espanha mostrou desorganização desde os primeiros minutos de bola rolando, mesmo detendo a posse de bola na maior parte do tempo. Dos dois lados, a ausência de infiltração foi notável, tanto que jogadas criadas no início acabaram não se convertendo em chances de gol: aos dois minutos, após passe de Valbuena, Benzema tentou cortar a marcação, mas acabou parando em Piqué. Logo na sequência, foi a vez de Iniesta não penetrar na área dos bleus por conta da eficiência da marcação de Jallet.

Percebendo que a França apostava suas fichas na obtenção de algum contra-ataque em que pudesse colocar seu avançado mano a mano com o defensor oponente, Iniesta voltou ao campo de defesa na tentativa de buscar a posse de bola. Logo aos quatro minutos, Sergio Ramos armou boa chance pela esquerda da entrada da área e tocou curto para Monreal, que fez o cruzamento no meio da área. Xavi chegou de frente para Lloris, mas acabou perdendo chance incrível ao bater por cima do gol francês.

No primeiro tempo, as equipes de Didier Deschamps e Vicente del Bosque basearam suas jogadas de ataque em dois jogadores: Jallet pelo lado francês e Xabi Alonso dos espanhóis. Aos 13 minutos, o defensor que atua pelo PSG partiu com total liberdade pela direita do ataque, espera a marcação chegar e serviu Benzema, que chegava da intermediária. O atacante do Real Madrid bateu com força, mas por cima do gol de Valdés. Ajudando na defesa, Jallet só teve trabalho com o camisa 14 da seleção espanhola, que aparecia centralizado na entrada da área para fazer a distribuição de bons passes que, no entanto, não rendiam frutos.

A defesa da França adotou como estratégia deixar Villa isolado na frente, mas o camisa 7 tentou sair da área para trabalhar com Iniesta. Em uma dessas jogadas, na hora de receber a devolução, a Espanha acabou perdendo a posse de bola logo recuperada por Busquet, que tocou e correu para a área para receber. Após a devolução, o volante preferiu recuar para Pedro, que bateu com firmeza, mas nas mãos do goleiro Lloris

A Espanha dominava as ações com base na troca de passes no meio-campo, mas seguia sem infiltração. Diante desse panorama, e com a partida descambando para a morosidade, a França resolveu agir. Não sem antes sofrer. Aos 28 minutos, o jogo se agitou quando Pedro dividiu com o goleiro Lloris e caiu dentro da área pedindo pênalti. O árbitro não marcou e revoltou os visitantes. Dez minutos depois, com a partida em ritmo frenético e domínio francês, Ribéry recebeu em velocidade, pela esquerda, mas esperou demais para concluir e viu Valdés crescer no lance. O goleiro espanhol conseguiu a defesa e afastou um dos poucos perigos reais do primeiro tempo que só teve 45 minutos de duração.

Nos primeiros minutos da etapa complementar, a seleção espanhola resolveu ser mais objetiva e acabou compensada pela intensidade. Aos 13 minutos, Pedro recebeu passe pela direita, pouco à frente da intermediária, e fez o levantamento para Monreal, que se aproveitou de uma rara falha de Jallet para cruzar no meio da área. O companheiro de Messi no Barcelona apareceu de novo, no meio da área, para concluir, ver Lloris esbarrar na bola, mas não evitar a abertura de placar.

Com a marca alcançada por Pedro e a vantagem no placar, a Espanha viu a torcida francesa diminuir o volume dos cantos e seu oponente o ritmo das jogadas. Com erros bobos na troca de passes, a França falhou até na boa oportunidade que teve cinco minutos depois, quando Ribéry recebeu lançamento na entrada da área, conseguiu prender a bola mesmo bem marcado e serviu Matuidi, que conclui fraco para simples defesa do goleiro Valdés.

Antes do apito final, o clima esquentou em Saint-Denis, com direito a cinco cartões amarelos e a expulsão de Pogba, que deu joelhada na nuca de Xabi Alonso e ainda entrou duro para cima de Xavi, tudo no intervalo de dois minutos. Com base nas provocações e controlando o desespero dos franceses, a Espanha voltou a ser protagonista.