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O único lado bom do período é poder recuperar os atletas lesionados, na opinião do técnico, que se sente desconfortável no cargo diante da pressão das últimas semanas

A distância do jogo passado da Libertadores (derrota para o Arsenal) até o seguinte, contra o The Strongest, tem causado muita ansiedade no São Paulo. Metido em uma crise pela má campanha no torneio continental, o time só buscará a vitória em La Paz em 4 de abril. Antes, tem mais quatro partidas pelo Campeonato Paulista, uma delas nesta quarta-feira, diante do São Bernardo, no ABC.

Ney Franco, técnico do São Paulo
Gazeta Press
Ney Franco, técnico do São Paulo

O único lado bom do período é poder recuperar os atletas lesionados, na opinião do técnico Ney Franco, que se sente desconfortável no cargo diante da pressão das últimas semanas - apesar da liderança no Estadual, a torcida tem vaiado inclusive vitórias, exigindo bom futebol e a classificação na Libertadores.

"Foi interessante essa parada. Gera um pouco de ansiedade, principalmente porque estamos vivendo outra competição, mas não podemos deixar a Libertadores interferir. Esse tempo também permite recuperar principalmente o Paulo Miranda, que estava no departamento médico, e o Rhodolfo", avaliou o treinador.

Paulo Miranda passou por cirurgia no começo de fevereiro para correção do menisco do joelho esquerdo. Improvisado no segundo semestre do ano passado, o zagueiro deu jeito no lado direito da equipe e é visto como esperança para os dois fundamentais compromissos que restam na fase de grupos da Libertadores. Rhodolfo e Cortez se recuperam respectivamente de dores no tornozelo e joelho e também seguem fora.

Enquanto aguarda força máxima na Bolívia, Ney Franco trata o Paulista como prioridade. "Na posição em que estamos hoje, a gente começa a trabalhar com as possibilidades de terminar em primeiro ou segundo para jogar em casa no mata-mata. Vamos focar o Paulista, definir a classificação. Vamos viver realmente o Paulista e, lá na frente, a gente começa a pensar em Libertadores", explicou, sem realmente deixar de pensar na Libertadores.

"O jogo contra o Bolívar (na fase preliminar) foi o único que ganhamos com consistência. Nos dois confrontos contra o Arsenal, deixamos a desejar, embora tenhamos criado muitas oportunidades de gol no primeiro. Existe esforço dos jogadores por uma melhora. A gente tem capacidade para se classificar para a próxima fase e, quando entrar o mata-mata, realizar jogos mais consistentes", concluiu, um tanto ansioso.