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Técnico garante chances entre os titulares a quem vive bom momento. Assim, para ter oportunidades, é preciso respeitar quem joga, diferente do vem acontecendo no São Paulo

Fábio Santos no treino desta segunda-feira
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Fábio Santos no treino desta segunda-feira

A decisão do técnico Tite de deixar jogadores renomados no banco de reservas não gera controvérsias no ambiente do Corinthians. Apesar de titulares do ano passado amargarem agora a lista de suplentes, o lateral esquerdo Fábio Santos explica que a postura do treinador evita reclamações públicas dos atletas pouco aproveitados. Situação que vem tumultuando o ambiente do rival São Paulo.

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"Pelo próprio comportamento do Tite, que é bacana, o cara se sente mal em fazer sacanagem. Ele pede para quem for substituído dar moral a quem vai entrar. São só 11 que jogam e muita gente boa fica de fora. Ele (Tite) dá exemplo (de fora) para que não aconteça nada no nosso grupo", afirmou.

A situação do Corinthians se contrasta com a fase do rival São Paulo. No Morumbi, o meia Paulo Henrique Ganso e o zagueiro Lúcio demonstraram irritação com substituições de Ney Franco nas partidas mais recentes. Enquanto isso, no Corinthians, o herói da Libertadores, Emerson Sheik, aceita sua nova condição no clube, assim como Jorge Henrique e Douglas.Sem reclamação por parte dos novos reservas, Fábio Santos revela que o elenco também trabalha para evitar que os colegas tenham uma queda na motivação, mas dá a maior parte dos méritos ao comandante.

"O Tite tem sua porcentagem, que é a maior. Ele está sempre falando por que coloca ou tira a pessoa do time. Não é obrigado a fazer isso, mas jogador gosta. Nós próprios conversamos para quem sair não ficar abatido. Nosso ambiente de trabalho é muito bom", acrescentou.

Fábio Santos se lembrou do exemplo do atacante Martinez, que reclamou de ser reserva no ano passado e foi cobrado internamente pelo elenco. Como não conseguiu espaço, o argentino se transferiu para o Boca Juniors.

"O Martinez tentou colocar a posição de ser titular ou não e nós procuramos conversar com ele, assim como o Tite. Falamos de uma maneira tranquila, nada de dar bronca ou expor demais o atleta. Mas, quando vem para a imprensa, dá munição para sair tiro de tudo quanto é lado. Nós conversamos, porque o Tite dá liberdade para o atleta expor a opinião", concluiu.

*com Gazeta