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Em relação aos estaduais, o mandatário acredita que deve ser remodelado, já que não é satisfatório para nenhuma das partes

Andrés Sanchez, que já foi da CBF, agora critica calendário do futebol brasileiro
AE
Andrés Sanchez, que já foi da CBF, agora critica calendário do futebol brasileiro

Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez foi o convidado especial do programa Mesa Redonda , da TV Gazeta , neste domingo, e não poupou críticas ao calendário do futebol brasileiro. Em relação aos estaduais, o mandatário acredita que deve ser remodelado, já que não é satisfatório para nenhuma das partes.

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"Está muito difícil para os clubes, para os torcedores e para a própria imprensa. A gente não pode ter um time que joga três meses e depois não joga o resto do ano. Ou está errado o efeito ou está errada a dose, é preciso achar um meio terno, para ter um campeonato mais enxuto e mais atrativo", afirmou.

Apesar da mudança no calendário brasileiro para este ano, no qual a Copa do Brasil ganhou um novo formato, Andrés Sanchez acredita que devem ser feitas outras mudanças. O ex-membro da CBF defende que os jogadores podem jogar duas vezes na semana tranquilamente, o que poderia encurtar o Campeonato Brasileiro.

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"O campeonato brasileiro não pode ter dois meses sem jogos na quarta-feira. Jogar duas vezes por semana não faz mal pra ninguém. O Campeonato é muito longo, tem que ser revisto. Temos um ano e meio para discutir isso, até a Copa do Mundo, para saber o que a gente quer para o futebol brasileiro", alertou Andrés.

Sempre atento às situações financeiras, Andrés voltou a citar o poder econômico do futebol brasileiro, que não tem o mesmo aproveitamento neste quesito em relação aos campeonatos europeus. "O futebol brasileiro está passando por um momento privilegiado e temos que aproveitar isso para o período pós-Copa do Mundo, pois devemos ter uma quebra muito grande depois".

Ao tratar do assunto, o corintiano repetiu a mesma frase de seu companheiro Mário Gobbi, ressaltando que o Brasil precisa mudar a postura para ganhar mercado no futebol internacional. "Nós vendemos campeonatos do mundo inteiro, mas vendemos muito pouco para o mundo. Nos outros campeonatos, temos jogos quase todos os dias. Mas aqui no Brasil, se colocar um jogo na segunda-feira, acho que teríamos uma revolução. Temos que entender que futebol é business ".