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Obrigado a jogar com os portões fechados na competição, clube vê injustiça e busca reverter decisão da Conmebol

O Corinthians entrou em campo para enfrentar o Bragantino pelo Campeonato Paulista neste domingo, mas o principal assunto nos bastidores do clube ainda era a morte do garoto boliviano Kevin Douglas Beltran Espada, de 14 anos. Em entrevista à Rádio Globo , o diretor de futebol, Roberto de Andrade, afirmou que o Corinthians vai aceitar o que a Conmebol decidir e não abrirá mão de disputar a competição.

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“Tudo o que gente trata é com diálogo, nunca passou pela nossa cabeça uma decisão como essa. Jogaremos a Libertadores, o que nos for imposto vamos aceitar, nos defendendo na esfera legal, mas vamos continuar assim até o final”, disse Andrade.

O garoto boliviano de 14 anos morreu na quarta-feira, durante o empate entre Corinthians e San José pela Libertadores, após ser atingido por um sinalizador atirado por um torcedor corintiano. Como punição pelo ocorrido, a Conmebol determinou que o clube brasileiro vai jogar com os portões fechados nos próximos 60 dias de competição ou até que o processo seja julgado.

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Por não concordar com a pena, o Corinthians recorreu da decisão. A possibilidade de deixar a disputa da Libertadores como forma de protesto foi descartada, mas o clube continua demonstrando revolta com a Conmebol. Em entrevista à  TV Bandeirantes , o dirigente Duílio Monteiro Alves teve discurso semelhante ao de Andrade.

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"O departamento jurídico do Corinthians entrou com um recurso discutindo a pena, que acreditamos que não é cabida neste caso, mas o Corinthians ainda continua na competição", afirmou. "O Corinthians também discute sobre todos os responsáveis, como a Conmebol, a organização do estádio e o San José. Não adianta punir o Corinthians e achar que encontrou o culpado", finalizou.

De acordo com o jornal  Folha de S. Paulo , um garoto de 17 anos será apresentado nesta segunda-feira pelo advogado da Gaviões da Fiel, torcida corintiana, como o autor do disparo do sinalizador.