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Presidente do clube rebate possibilidade de punição e diz que não prestará nenhuma assistência a torcedores presos

O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, se pronunciou na tarde desta quinta-feira sobre a morte do jovem Kevin Douglas Beltran Estrada , de 14 anos, durante a partida entre a equipe paulista e o San José, da Bolívia. Segundo Gobbi, a morte foi uma fatalidade e o Corinthians não pode ser responsabilizado por ela. Por isso, o clube não vai intervir a favor dos 12 torcedores detidos por suspeita de terem lançado o artifício que matou Kevin.

O Corinthians merece ser punido pela morte do torcedor boliviano? Opine


“Presume-se que é uma fatalidade. Exceto que provem o contrário, que alguém, identificado, usou de um artifício para dolosamente atingir outra. Ou tem essa prova que fulano de tal usou um artifício de fogos para atingir outrem ou é uma fatalidade”, disse Gobbi.

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O presidente se solidarizou com a família do garoto morto pela ação e disse que os 12 corintianos detidos serão assistidos apenas pela embaixada brasileira na Bolívia. “Com relação aos torcedores que estão lá na Bolívia prestando depoimento, o que nós temos é que a embaixada brasileira prestou a eles o auxilio necessário. E continuará prestando”, disse.

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Gobbi se exaltou quando perguntado se o Corinthians, de alguma forma, financiou a viagem de torcedores para Oruro. “O Corinthians não banca viagem de ninguém. O Corinthians não participa. Quem quer ver jogo do Corinthians paga ingresso”, disse, com voz mais elevada.

O diretor de futebol do clube, Roberto de Andrade, também se posicionou contra possíveis que a Conmebol possa impor ao Corinthians. Pelo novo regulamento, se comprovada a participação de torcedores do Corinthians na morte do garoto boliviano, o clube pode ser punido e até excluído da competição.

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“Pelos relatos não houve nenhum confronto antes do incidente. As torcidas estavam juntas, em harmonia. Se um sinalizador, que eu não sabia, é uma arma letal, a responsabilidade é da polícia e da segurança do estádio que permitiu que isso acontecesse, não do Corinthians”, disse.

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O presidente corintiano também colocou o clube à disposição da família do jovem morto. “Queremos fazer isso (ajudar a família). Não sei se o momento, assim, em cima é o adequado. Já fizemos isso em outros casos e não divulgamos que fazemos isso. Mas queremos sim fazer”, disse Gobbi, citando uma torcedora morta durante os festejos dos 100 anos do Corinthians, no Vale do Anhangabaú, em setembro de 2010.