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Mesmo se a sentença da Conmebol atrasar, o São Paulo não teme ficar sem o Morumbi na partida contra o The Strongest

Policiais tentam conter confusão entre jogadores de São Paulo e Tigre
Gazeta Press
Policiais tentam conter confusão entre jogadores de São Paulo e Tigre

O Tribunal de Disciplina da Confederação Sul-Americana de Futebol prometeu dar o veredicto sobre o Morumbi até terça-feira passada, mas, segundo o diretor jurídico do São Paulo, Kalil Rocha Abdalla, o clube ainda não recebeu qualquer resposta em relação ao seu estádio.

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"Não recebi nada até ontem (quarta). Mas não acredito que sejamos condenados, fizemos uma defesa bem embasada. Agora, temos de aguardar", afirmou o diretor, em contato por telefone. Mesmo se a sentença da Conmebol atrasar, Kalil Rocha Abdalla não teme ficar sem o Morumbi na partida contra o The Strongest, dia 28 de fevereiro.

Apesar de o conselheiro são-paulino Carlos Miguel Aidar ter sido comunicado informalmente pela CBF de que o estádio estaria suspenso provisoriamente até o julgamento, o diretor jurídico do clube descarta qualquer interdição prévia.

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"Não tem data (para a decisão), pode ser antes ou depois (do jogo contra o Strongest). Mas não há impedimento antes de julgamento. Você só cumpre depois, se houver punição, mas não penso nessa chance", acrescentou.O São Paulo corre risco de punição em função dos incidentes na final da Copa Sul-americana de 2012, quando o Tigre se recusou a voltar para o segundo tempo alegando ter sido vítima de agressões de seguranças do clube anfitrião.

Em entrevista no início do mês, o vice-presidente do Tribunal de Disciplina da Conmebol, o uruguaio Adrián Leiza, declarou que o assunto seria definido antes da estreia do São Paulo na fase de grupos da Libertadores, mas o prazo não foi cumprido, segundo os dirigentes do Tricolor.

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O presidente do comitê disciplinar, o brasileiro Caio César Rocha, não participa deste julgamento por envolver um time nacional. Com isso, além do uruguaio, a decisão também será tomada pelo chileno Carlos Tapia Aravena, o colombiano Orlando Morales e o boliviano Alberto Lozada.

O Morumbi está sendo julgado com base no código disciplinar do ano passado, quando as regras da Conmebol eram mais brandas. O Tribunal de Disciplina, criado por sugestão da Fifa, adota nesta temporada uma série de normas mais rígidas.