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Volante foi emprestado para outros clubes durante a passagem do treinador. "Me senti injustiçado", afirma

O pedido de Gilson Kleina para tê-lo no elenco em 2013 é uma vitória para o Wendel. Durante toda a segunda passagem de Luiz Felipe Scolari pelo Palmeiras , entre julho de 2010 e setembro deste ano, o volante (que também atua na lateral) foi emprestado ou chegou até a treinar em horário e local diferentes do elenco principal. Situação que gerou no jogador, vinculado ao clube desde 2003, um sentimento de humilhação.

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"Eu me senti injustiçado, desrespeitado, menosprezado", desabafou Wendel, que tem contrato até o fim de 2013 e, agora, deve cumpri-lo no clube. "Lamento porque queria poder trabalhar com o Felipão, um treinador que sempre vi na televisão e por quem sempre torci. E fiquei muito triste porque tinha uma história no Palmeiras e não fui respeitado, ele não me deu oportunidade", afirmou o volante.

Wendel é amigo de Pierre, volante que foi para o Atlético-MG por também não ter espaço com Scolari. Ambos conversavam bastante sobre a situação que estavam passando mesmo com história no Palmeiras. "Foi uma falta de respeito conosco", insistiu Wendel, apontando falta de diálogo com o atual técnico da seleção brasileira.

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"O treinador não fala conosco quando é assim. O (gerente de futebol, César) Sampaio que me falou que ele não ia me utilizar. Ele me disse que não era nada contra a minha pessoa, mas no planejamento e na cabeça dele iria utilizar outros", contou, afirmando que, neste ano, tentou se acertar com o chefe antes de ser emprestado ao Barueri e, na sequência, à Ponte Preta .

Wendel em ação pela Ponte Preta neste ano, onde esteve emprestado pelo Palmeiras
Gazeta Press
Wendel em ação pela Ponte Preta neste ano, onde esteve emprestado pelo Palmeiras


"A única vez que conversei com o Felipão foi antes de ir para o Barueri, e ele me deu a oportunidade de treinar por uma semana. Mas já estava tudo acertado porque o Palmeiras utilizava a Arena Barueri", falou, apelando à religiosidade para conter seus sentimentos. "Não tenho mágoa nenhuma. Sou um cristão, tenho que perdoar. E oro para que ele e ninguém passe pelo que passei."

Por outro lado, com Gilson Kleina a sintonia é clara, mesmo sem nunca ter atuado nenhum jogo sob o comando do técnico. "O professor Gilson tem meu maior carinho e reconhecimento. Ele que me levou para a Ponte, mas saiu na semana em que cheguei. Mesmo assim, facilita ter o apoio e a confiança do treinador. É muito importante", disse Wendel.

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O próprio Kleina perguntou ao volante se ele gostaria de voltar ao Verdão. "Em uma das vezes em que passei pela Academia de Futebol, ele me perguntou: ‘está preparado para correr para mim?’. Falei: ‘você me levou para a Ponte Preta, com certeza vamos estar juntos com a mesma força no Palmeiras’", relatou o jogador, que se dispõe até a ser zagueiro para agradar o chefe.

Em relação a Felipão, Wendel, agora, volta a ser só um torcedor. "Ele tem o meu respeito. Torci por ele em 2002 e vou torcer de novo agora. Ele tem currículo, vamos torcer pelo hexa da seleção", prometeu, sem esconder o sentimento de vitória. "Respeito a opinião dos outros. E Deus é justo, por isso estou aqui. Trabalhei e tive fé. Neste momento, nem quero falar muito em injustiça, só de alegria", declarou.

* Com Gazeta Esportiva

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