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Sob a alegação de que o gramado de seu estádio está prejudicado, o clube brasileiro impediu que os argentinos realizassem o último treino no Morumbi

A expectativa do departamento de futebol do Tigre era realizar o treino de reconhecimento de gramado do Morumbi na tarde desta terça-feira, já que a delegação chegou à cidade de São Paulo no dia anterior, mas não tinha tido acesso ao palco do jogo decisivo da Copa Sul-Americana, marcado para esta quarta-feira. Sob a alegação de que o gramado de seu estádio está prejudicado, o clube brasileiro impediu que os argentinos realizassem o último treino no Morumbi, irritando os rivais.

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Mais cedo, em um evento promovido pela empresa patrocinadora da competição, Rodrigo Molinas, presidente do Tigre, fez cobranças a João Paulo de Jesus Lopes, dirigente do São Paulo, que prometeu atender. Uma das reclamações era a respeito da carga total de ingressos direcionada aos argentinos, que receberam os esperados 5% no final da tarde desta terça-feira. A outra era justamente a respeito da liberação para o treino de reconhecimento no Morumbi, que não pode ser atendida.

Confira as fotos do primeiro jogo entre Tigre e São Paulo:

Procurado, o clube alegou que o estado do gramado está prejudicado por conta dos shows da cantora norte-americana Madonna, realizados nos dias 4 e 5 de dezembro. Segundo Molinas, a posição oficial do São Paulo não era motivo para impedir o treino de reconhecimento do Tigre, condição cumprida exemplarmente na Argentina: "Queremos soluções, porque o jogo já será na quarta-feira".

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Em solo argentino, o São Paulo pediu e foi atendido com uma hora e meia de atividades recreativas na noite anterior ao compromisso contra o Tigre. Na ocasião, toda a logística foi feita pelo Boca Juniors, proprietário da Bombonera, que cedeu o mesmo tempo de utilização para cada clube.