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Apenas 10.655 pessoas gastaram dinheiro para acompanhar o revés do Palmeiras por 1 a 0 contra o Coritiba

Em seu último jogo no Pacaembu pelo Campeonato Brasileiro , o Palmeiras teve 29.739 pagantes na vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta. Nessa quinta-feira, em confronto direto na luta para evitar o rebaixamento, apenas 10.655 pessoas gastaram dinheiro para acompanhar a derrota por 1 a 0 para o Coritiba em Araraquara. Ainda assim, o técnico Gilson Kleina alega ter se sentido à vontade na Arena da Fonte Luminosa.

O Palmeiras ainda tem chance de escapar do rebaixamento? Deixe seu comentário

"Temos que fazer de Araraquara a nossa casa. E nos sentimos em casa, mas não fizemos o nosso dever", lamentou Kleina, um dos maiores incentivadores da adoção da cidade a 270 km da capital para o time mandar suas partidas. "Ainda temos nove jogos, precisando pontuar fora de casa. E só vamos jogar fora agora", prosseguiu o técnico.

A obrigação de atuar a mais de 100 km em São Paulo é uma punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva pelos objetos arremessados no campo do Pacaembu na derrota para o Corinthians, em 16 de setembro. O clube ainda tem mais três jogos de pena a cumprir, e a previsão é de que siga em Araraquara para enfrentar o Cruzeiro, no dia 20, e em novembro diante do Botafogo, no dia 4, e do Fluminense, no dia 11.

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Apesar de Kleina dizer que se sentiu em casa na Fonte Luminosa, a equipe não escapou dos protestos. Os gritos de incentivo foram ininterruptos até os 35 minutos do segundo tempo, quando jogo estava 0 a 0 e algumas vaias já puderam ser escutadas. Aos 44, quando Deivid converteu o pênalti da vitória do Coritiba, as cobranças se intensificaram.

Torcedores que gritavam "se o Palmeiras não ganhar, o pau vai quebrar", passaram a cantar "olêlê, olálá, se cair para a Série B, se prepara para apanhar", como na derrota para o Corinthians, além de chamar o time de "medíocre" e "sem vergonha" e usar palavrões para pedir a saída do presidente Arnaldo Tirone e do vice-presidente Roberto Frizzo.

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"A cobrança ainda vai existir. Ninguém quer ver o Palmeiras na segunda divisão. E o torcedor que ver o time lá em cima. Imagina ver o time campeão da Copa do Brasil e agora brigando contra o rebaixamento...", falou Leandro, um dos poucos que aceitaram dar entrevistas depois do jogo.

"Eles têm o direito de cobrar mesmo, sem violência. As coisas não estão acontecendo. Mas vamos dar a volta por cima e precisamos do torcedor. Que eles tenham certeza de que vamos lutar enquanto houver esperança", prometeu o veterano lateral esquerdo.

*Com Gazeta

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