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Ex-capitão da seleção brasileira ressalta que atletas buscam apenas melhores condições de trabalho ao realizar uma transferência

Pentacampeão mundial, Cafu defendeu transferência de Ganso
Getty Images
Pentacampeão mundial, Cafu defendeu transferência de Ganso

Paulo Henrique Ganso finalmente teve o seu desejo atendido na madrugada da última sexta-feira e deixou o Santos para reforçar o São Paulo. No entanto, a sua ida para o São Paulo motivou protestos da torcida alvinegra e garantiu ao atleta a alcunha de ‘mercenário’ na cidade litorânea. O ex-jogador Cafu recordou uma passagem semelhante a esta em sua carreira e saiu em defesa do jovem armador.

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"O Ganso não vinha jogando bem no Santos por um motivo ou outro. Ele sofreu com contusões e o São Paulo vai dar esse espaço para ele. Ele tem que aproveitar esta oportunidade da melhor maneira possível. Espero que ele possa se recuperar rapidamente, porque quem vai ganhar com isso é o próprio São Paulo", discursou o ex-atleta, que já foi criticado pelos próprios tricolores por ter trocado o time por um arquirrival.

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Cafu se tornou ídolo no São Paulo e colecionou títulos nacionais e internacionais com o time. Em 1994, transferiu-se para a o Real Zaragoza, com cláusula contratual que vetava uma volta direta para o Palmeiras. Em 1995, no entanto, o jogador deixou a Europa e voltou para o Juventude, que tinha o mesmo investidor que os palmeirenses, e acabou servindo como uma ponte para sua ida ao Palmeiras, onde ficou até 1997.

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"O Ronaldinho saiu do Flamengo e foi visto como mercenário depois que fechou com o Atlético-MG. O Ronaldo preferiu o Corinthians do que o Flamengo e aconteceu a mesma coisa. O Adriano também passou por isso ao trocar o Corinthians pelo Flamengo. É normal o Ganso ir para o São Paulo e ser visto desta forma. Mas nós não somos mercenários. Somos profissionais que estamos buscando melhores condições de trabalho", concluiu o capitão do pentacampeonato mundial de 2002.

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Paulo Henrique Ganso foi regularizado pelo São Paulo na última sexta-feira e poderá estrear por seu novo clube assim que apresentar condições físicas de trabalhar com os demais atletas tricolores. O jogador sofreu uma lesão na coxa esquerda ao atuar pelo Santos e teve uma hipertrofia muscular descoberta em sua chegada ao Morumbi. Caso o diagnóstico médico se cumpra à risca, o meia deverá retornar aos gramados entre o fim de outubro e início de novembro.

"Fica, Mano"
Escolhido por Felipão para ser o capitão da seleção que conquistaria o pentacampeonato mundial em 2002, Cafu reprovou os gritos entoados pela torcida brasileira pedindo o ex-treinador do Palmeiras na partida disputada na última quarta-feira, no Serra Dourada, e se mostrou a favor da manutenção de Mano Menezes no cargo de técnico da seleção brasileira.

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Mano recebeu o apoio de Cafu
Mowa Press
Mano recebeu o apoio de Cafu

"O Mano já sofria pressão com estes técnicos empregados. E com eles desempregados as contestações serão ainda maiores. Ele não deve levar em conta este tipo de questão e continuar com o trabalho que vem desempenhando para levar o Brasil ao título do Mundial", avaliou o ex-jogador.

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Ao ser questionado no local sobre a possibilidade de ver o comandante do penta à frente da equipe que disputará o próximo torneio de seleções, Cafu foi enfático e disse que a contratação de Scolari servirá apenas para prejudicar a base montada por Mano Menezes.

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"É muito relativo. O problema pode ser o técnico, como pode não ser. Sabemos da capacidade do Felipão, mas temos que apoiar o trabalho do Mano", avaliou Cafu. "Nós já temos um trabalho de mais de dois anos na seleção. O Mano tem uma base e conhece os jogadores. Agora é o momento de dar sequência e esperar a Copa do Mundo", concluiu.

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