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Adilson Batista, Renato Gaúcho, Falcão, Leão, Jorginho... presidente do Palmeiras diz que fica satisfeito com qualquer nome no comando da equipe

Arnaldo Tirone apareceu na Academia de Futebol do Palmeiras , foi ao campo conversar com o treinador interino Narciso e a comissão técnica e caminhou à sala de entrevistas. Passou cerca de meia hora respondendo uma série de perguntas sobre possíveis substitutos de Luiz Felipe Scolari. E deixou claro: sua intenção não era se desfazer do pentacampeão mundial e, agora, não sabe o que fazer.

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Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras
Gazeta Press
Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras

"Neste momento, saiu o técnico que tinha contrato com o clube, que é talvez o melhor do Brasil e um dos melhores do mundo. Agora temos um provisório no domingo e trabalhamos pensando em um nome que possa vir, mas a preocupação é o jogo de domingo", falou, citando o duelo contra o Corinthians.

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O clássico foi usado pelo presidente do Palmeiras em quase todas as suas declarações como uma forma de tentar esconder que está perdido. Em suas frases, ora aprovava a contratação de um comandante com estilo "paizão" como Scolari, depois condenou o perfil. Não sabe nem se contratará alguém com vínculo só até o fim do ano, para evitar o rebaixamento, ou pensando também na Libertadores de 2013 ou até a Série B, que o dirigente não descarta.

Por isso, aprovou todos os nomes que ouviu, incluindo Adilson Batista e Renato Gaúcho. Ao falar que aprova Paulo Roberto Falcão, chegou a se enganar falando que o ex-volante foi campeão do mundo, algo que nunca ocorreu tanto em sua carreira como jogador como de técnico.

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Sobre Jorginho, considerou "praticamente impossível" sua saída do Bahia, embora não demonstre ter ficado sem esperança de trazê-lo. "Não é uma solução fácil." Em relação a Emerson Leão, sorriu. "O Leão é meu amigo, foi jogador do meu pai, temos bom relacionamento, mas está empregado no São Caetano. E o Nairo (Ferreira de Souza), presidente do São Caetano, é muito meu amigo", disse, tentando, em vão, desconversar o interesse no ex-goleiro.

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"Temos que considerar todos os nomes", falou, admitindo até efetivar Narciso, que comandará no domingo, pela primeira vez em seis anos de carreira como técnico, um time profissional. "O Narciso já é um nome no futebol, como jogador e treinador. Treinava outro time e agora está no Palmeiras. Todos começam uma hora. O Fernandão começou de uma hora para a outra no Inter e faz um bom trabalho. Por isso o Narciso tem condições e o nosso apoio. Dependendo dos próximos resultados, pode ser efetivado."

Além de ignorar o Corinthians, último clube de Narciso, Tirone também ignora o contestado trabalho de Fernandão, que já sofre pressão para ser demitido no Inter. O problema para esse raciocínio para ser a pressa. "O Palmeiras tem que trabalhar em alta velocidade agora, não pode parar. Temos muito pouco espaço para errar. Faltam 14 rodadas e precisamos pontuar. Temos que acertar", disse o mandatário.

Tirone está certo de que ninguém teme assumir o Palmeiras agora. "O desafio na vida faz parte. Tenho certeza de que a maioria dos técnicos que está trabalhando hoje no Brasil gostaria de treinar no Palmeiras. O problema é que compromissos foram assumido e quem interessa ao Palmeiras está trabalhando", falou o presidente, tentando esconder o seu claro desespero.

"Neste momento, não podemos errar. Vamos analisar o que é melhor. Está muito em cima do jogo, foram 24 horas difíceis, com uma mudança que me pegou de surpresa. Eu me sinto totalmente responsável por tudo, mas não posso entrar em desespero. Estamos agindo", afirmou. Sem demonstrar, como em toda a sua entrevista coletiva desta sexta-feira, nenhuma convicção.

*Com Gazeta

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