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Após o empate contra a Ponte Preta, o treinador voltou a questionar a arbitragem escolhida para os jogos do Corinthians

Tite observa o empate entre Corinthians e Ponte
Futura Press
Tite observa o empate entre Corinthians e Ponte

Esperado para conceder entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 com a Ponte Preta , o técnico Tite deixou a sala de imprensa do Pacaembu segundos depois de ter entrado para buscar um misterioso papel nos vestiários. Com o decorrer de seu discurso, o treinador corintiano revelou o teor do documento que carregava em mãos e voltou a questionar a arbitragem escolhida para os jogos do Corinthians.

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O papel, colocado à sua frente na entrevista coletiva, continha uma série de estatísticas sobre as faltas que o Corinthians sofria no Brasileiro e os cartões que eram aplicados aos seus jogadores. Ao incluir o árbitro desta quarta-feira, Rodrigo Braghetto, em sua crítica, Tite procurou provar que o Corinthians vem sofrendo com erros na competição nacional e que este panorama precisa ser alterado na sequência do torneio.

“Nós não queremos regalias. O nosso time é o 16º que comete faltas neste campeonato. Existem outras 15 que fazem mais do que nós. E nós somos o segundo time que mais sofre faltas. No jogo contra o Grêmio, por exemplo, o Edílson fez nove faltas e não tomou um cartão amarelo”, comentou o treinador, relacionando esta sua linha de raciocínio com o julgamento do atacante Emerson Sheik, na próxima sexta-feira.

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“O Emerson toma falta, toma falta, toma pênalti, e não é dado o cartão. Agora ele tomou um cartão que não era para ser expulso e depois corre o risco de ficar fora do próximo jogo", acrescentou o treinador, que contestou o amarelo aplicado ao jogador por ter simulado um pênalti na partida contra o Atlético-MG. "O Emerson não simula e eu cobrei dele naquele lance. Ele se levantou rápido com medo de receber o cartão. Depois o árbitro errou de novo e agora teremos o julgamento. Mas eles têm discernimento e nós vamos acatar qualquer decisão."

Veja fotos das partidas desta quarta-feira:

Correndo sérios riscos de ficar sem o Sheik para o clássico deste domingo, contra o Palmeiras, Tite também questionou o empate por 1 a 1 com a Ponte Preta, nesta quarta-feira. Embora tenha elogiado o desempenho defensivo de seu adversário, o comandante destacou que o resultado poderia ser diferente se um pênalti em cima de Romarinho fosse marcado aos 31 minutos do segundo tempo, em jogada concluída com um chute para o gol de Giovani.

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“Não precisa dar os que não são para o Corinthians. Existiram pênaltis contra outros times e no jogo com o São Paulo podem falar que é passível de interpretação. Mas contra o Bahia foi um absurdo e hoje o Romarinho domina, fica de frente para o gol e vai ao chão. Não existe vantagem em pênalti. Em jogos com essa característica de marcação, eles precisam ser dados para todo mundo. Quando erra, dá”, finalizou o técnico.

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