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Treinador santista lamentou falta de criatividade apresentada na derrota por 2 a 1 contra o Sport na Ilha do Retiro

Em sua breve entrevista coletiva na saída de campo na Ilha do Retiro, o técnico do Santos Muricy Ramalho acabou admitindo que as ausências de Neymar e Ganso foram determinantes para a derrota por 2 a 1 diante do Sport, neste domingo, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na visão do comandante, não há ninguém para ‘pensar’ dentro do time.

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"Tínhamos que ter um jogador para pensar o jogo. Não temos um jogador que pensa, só que agride. Faltam jogadores de armação e é o Ganso quem dá esse ritmo para nós", reconheceu Muricy, que não conta com o camisa 10 ao menos pelo prazo de duas semanas em função de lesão na coxa, mas torce pelo retorno do ‘craque’ Neymar, que sentiu indisposição estomacal na última semana.

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O camisa 10 do Santos diante do Sport foi Gérson Magrão, que acabou deslocado para a lateral esquerda no segundo tempo pelo mau momento de Juan, substituído por Victor Andrade. Nos últimos minutos, apostando só nos levantamentos dentro da área, o time ainda teve Bernardo para criar jogadas, mas não saiu dos 2 a 1. "Faltou bastante coisa", lamentou o comandante.

Muricy adotou postura diferente na etapa complementar e só fez alterações que aumentaram o poder de fogo do ataque do Peixe, mas não evitaram a derrota. "A gente entrou diferente porque a maneira de pensar tinha que ser diferente em um campo bom para jogar, e com o Sport deixando o Santos jogar. No primeiro tempo estávamos apáticos, mas no segundo não, criamos e dominamos".

"Cicinho deveria ter sido expulso"
Em lance aos quatro minutos de jogo, André enfiou bola para Arouca, que foi derrubado por Cicinho na entrada da área. O árbitro não marcou nem falta, mas Muricy disse que foi por medo de ter que expulsar o ala do time pernambucano.

"Ele errou no primeiro lance do Cicinho, que era situação clara de gol. Não apitou falta porque sabia que ia ter que expulsar o Cicinho. Mas ele erra como todos erram, às vezes a favor, às vezes contra, mas faz parte da discussão do futebol. Não tem que transferir responsabilidade", posicionou-se o treinador.

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