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Em 21 de maio de 2006, após a vitória do Palmeiras contra o Santa Cruz, Correa foi às lágrimas por saber que era seu último jogo no time

Corrêa defendeu o Palmeiras entre 2003 e 2006
Gazeta Press
Corrêa defendeu o Palmeiras entre 2003 e 2006

Correa treinou com os reservas do Palmeiras e partiu para a sala de entrevistas da Academia de Futebol com um sorriso fixo no rosto. Olhou admirado para a camisa 77 que o vice-presidente Roberto Frizzo segurava enquanto discursava. Seis anos após se despedir com intenso choro do clube que o projetou, o volante, agora com 31 anos, está de volta.

“Você está de volta à família palmeirense. Bem-vindo de volta para casa. Pegue esse gigante manto sagrado”, discursou Frizzo, com um DVD e um livro sobre a história do Palmeiras que o recém-contratado recebeu de presente. Mas a ligação é clara, fortalecida pela passagem de 2003 a 2006, com 15 gols em 192 partidas.

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“Vou colocar logo essa camisa porque ela fica bem em mim”, falou o meio-campista ao, enfim, receber o uniforme que usará, ao menos, até dezembro, quando acaba esse vínculo assinado com a equipe. “Estou com uma motivação de garoto”, continuou o reforço, extremamente empolgado.

Em 21 de maio de 2006, após a vitória por 2 a 1 sobre o Santa Cruz, Correa foi às lágrimas por saber que era seu último jogo no time. Desde então, atuou por Dinamo de Kiev, da Ucrânia, Atlético-MG e Flamengo, mas a cena do choro ficou marcada. “E me segurei, hein?”, lembrou nesta quinta-feira.

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Voltar a se vincular ao Palmeiras também gerou nova emoção. “Foi diferente. E muito rápido. Eu falava para a minha família e não acreditavam, minha mãe disse para eu parar de brincar. Tenho uma história, uma vida aqui dentro”, apontou, realmente bem à vontade.

“Eu me sinto muito bem aqui e com essa camisa. Não é demagogia. Tenho uma história de mais de 190 jogos neste clube. É uma oportunidade única e agradeço a Deus por ela”, continuou. “O Palmeiras é grande, todos sabem quanto ele representa. Quero fazer parte desse grupo o mais rápido possível. Aqui a responsabilidade é muito grande, mas sei quanto o clube representa.”

A ligação com o clube continuou mesmo fora. “É legal ver muita coisa nova, mudada, o time campeão. Mas também é satisfatório reencontrar profissionais com quem trabalhei há seis anos. Em 2008, fiz aqui toda a recuperação de uma lesão gravíssima no tornozelo e nunca senti mais nada porque o trabalho foi bem feito”, elogiou.

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Com tanto carinho, a preocupação de Correa é deixar claro que seu currículo, a partir de agora, não pesa mais. “Não vou viver da minha história, mas sempre tive uma identificação. Ter a oportunidade de voltar para onde me revelei para o futebol é uma motivação a mais”, prosseguiu.

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