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Operadores das arenas  que estão sendo construídas para o Mundial de 2014 prometem que elas não vão se tornar elefantes brancos

Agência Estado

"As arenas terão até futebol". Com esta declaração do secretário especial da Copa 2014 no Ceará, Ferruccio Feitosa, foi encerrado nesta quinta-feira, em Fortaleza, o Seminário de Operações de Estádios da Copa do Mundo de 2014 , promovido pelo COL (Comitê Organizador Local). Os operadores das arenas que estão sendo construídas para a Copa dizem prometem que elas não vão se tornar elefantes branco após o Mundial.

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"Temos condições de torná-las multiuso com realização até de futebol, passando por grandes eventos, como congressos, shows musicais, apresentações culturais e prática de outros esportes", disse Ferruccio Feitosa, que inaugura ainda neste mês de junho, um cinema dentro da Arena Castelão, em Fortaleza.

Outra preocupação dos representantes das 12 sedes do Mundial de 2014 é quanto a regulamentação do comércio de rua com normatização de venda de bebidas e o direto à meia-entrada nos eventos. Eles deliberaram que vão regulamentar todo isso de acordo com as normas de cada cidade, mas que o disciplinamento será a prática para evitar confusão com a Fifa, organizadora do Mundial.

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As PPP (parcerias público-privado), que estão construindo, por exemplo, a arena Castelão e o novo Mineirão, foram destacadas no seminário. O coordenador de Operações Esportivas da Secretaria da Copa de Minas Gerais, Rodrigo Reis, salientou como positiva a gestão compartilhada do novo Mineirão para dar sustentabilidade e rentabilidade ao estádio. O novo Mineirão tem uma PPP que vai administrar o estádio pelos próximos 25 anos.

Para Rodrigo Reis o novo cenário das arenas esportivas se apresenta como desafio. "Há uma exigência de práticas econômicas sustentáveis", disse ele citando três aspectos fundamentais para que as arenas sejam rentáveis: conforto, segurança e tecnologia.

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Durante o seminário foram apresentadas experiências internacionais de estádios sustentáveis. Uma é da Amsterdam Arena, na Holanda, que fatura cerca de 5 milhões de euros por evento. A Amsterdam Arena tem 350 espaços comerciais atualmente. A experiência holandesa será adotada pela Arena Fonte Nova, em Salvador, e pela Arena do Grêmio, em Porto Alegre, que não será usada na Copa do Mundo.

No encerramento do seminário foi apresentado um estudo realizado por uma multinacional francesa de pesquisa, a Ipsos, que traçou o perfil do torcedor brasileiro. O levantamento feito em 2006 aponta que 78% dos frequentadores de estádios no Brasil têm renda de até três salários mínimo, que 13% têm formação universitária, 45% são com mais de 35 amos de idade e que 71% são homens. Mas um número da pesquisa acendeu o sinal amarelo para os estádios: 46% dos entrevistados iam com frequência aos estádios com possibilidade de queda.

E o seminário serviu exatamente para montar estratégias de não só evitar esta queda, mas reanimar os torcedores a frequentarem mais os estádios. A principal estratégia deliberada no seminário é tratamento privilegiado ao torcedor. Para Rodrigo Reis "o torcedor será um cliente dessa nova estrutura, exigindo qualidade não só dos serviços, mas, também, estimulando uma cadeia em busca de profissionalização de todos os produtos ofertados, inclusive do futebol".

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