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Time segurou a pressão do adversário e soube atuar com a vantagem de três gols. Rafael Moura marcou o único gol da partida

O Rio de Janeiro voltou a se pintar de vermelho, verde e branco. Com uma atuação segura e eficiente, o Fluminense derrotou novamente o Botafogo neste domingo, no Engenhão, por 1 a 0 - havia goleado na primeira partida por 4 a 1 -, e conquistou o Campeonato Carioca pela 31ª vez na sua história. Rafael Moura anotou o único gol da decisão, que contou praticamente com uma única torcida e teve um público baixo, com apenas 25 mil presentes.

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O time das Laranjeiras volta a conquistar o título estadual após sete anos e, novamente com o técnico Abel Braga no comando. Ele estava presente na conquista de 2005, contra o Volta Redonda. A campanha coroa a estratégia do treinador, poupando seus jogadores em jogos menos importantes, e atuando com brilho nas partidas decisivas. O Botafogo, por sua vez, só terá o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana para tentar recuperar a temporada.

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Após sofrer uma pressão no início do primeiro e do segundo tempo, o Fluminense, que também perdeu uma chance incrível com Rafael Moura na primeira etapa, soube se segurar e marcou no segundo tempo, enterrando as possibilidades de uma virada que seria histórica do Botafogo. O time carioca terá pouco tempo para comemorar. Na quinta-feira já terá o Boca Juniors pelas quartas de final da Copa Libertadores, na Bombonera.

O Jogo
Os dois times entraram em campo para a grande decisão com problemas. No Botafogo, além de Marcelo Mattos, vetado com dores na coxa direita, quem também não apareceu no time titular foi o zagueiro Antônio Carlos, com um problema no joelho direito. Assim, Brinner ganhou uma chance entre os titulares.

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O Fluminense teve uma surpresa. A volta do zagueiro Anderson, que se recuperou de um estiramento na coxa, no lugar de Leandro Euzébio. Fred, que já estava vetado, deu lugar ao centroavante Rafael Moura.

Com a necessidade de devolver a goleada do último domingo para ser campeão, o Botafogo partiu para cima do Fluminense desde os primeiros minutos. Aos dois e aos quatro, em bolas cruzadas na área, o time de General Severiano assustou. A cabeçada de Elkeson saiu por cima, enquanto no lance seguinte, Diego Cavalieri se antecipou bem para cortar a bola.

Jogadores do Fluminense celebram o título
Agência O Globo
Jogadores do Fluminense celebram o título

Chances perdidas
A postura ofensiva do Botafogo fez com que a partida ganhasse velocidade. Quando errava no ataque, o time comandado por Oswaldo de Oliveira ficava exposto na defesa, sofrendo contra-ataques perigosos. A partida ficou sem meio-campo, com os times jogado de área em área.

Aos sete minutos, o Botafogo perdeu ótima chance de começar uma recuperação. Fellype Gabriel iniciou a jogada, rolou para Maicosuel na área, que tocou para Loco Abreu. Completamente livre, ele chutou em cima de Diego Cavalieri, que salvou o Fluminense.

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Na jogada seguinte foi a vez do time das Laranjeiras perdeu grande chance. O zagueiro Anderson puxou contra-ataque, deixou toda defesa adversária para trás e rolou para Rafael Moura, que chutou de primeira, também em cima de Jefferson. Favor devolvido no Engenhão.

Reclamações com a arbitragem
A velocidade incessante do inicio de jogo naturalmente diminui com o passar do tempo. A partida perdeu em emoção e as chances de gol ficaram mais raras. Frequentes foram as reclamações com o árbitro Marcelo de Lima Henrique. Primeiro foi Rafael Sobis, que reclamou de pênalti aos 21 minutos. Loco Abreu, visivelmente irritado durante a partida, também pediu pênalti em jogadas na área.

Mais competente na primeira etapa, o Botafogo ainda teve uma boa oportunidade em cobrança de falta de Elkeson, que raspou a trave esquerda de Cavalieri. O Fluminense ainda teve o prejuízo de perder o meia Deco, contundido, aos 38 minutos. Wagner entrou no seu lugar e o primeiro tempo terminou com a igualdade no placar.

Tentando dar mais presença na área, o técnico Oswaldo de Oliveira trocou o meia Elkeson por Herrera no Botafogo para o segundo tempo. E repetindo a metade inicial do confronto, o time de General Severiano começou pressionando na volta do intervalo. Aos seis, após falta em Jadson, Loco Abreu cobrou rapidamente para Márcio Azevedo. O lateral deu um toque por cima e a bola passou resvalando o travessão de Cavalieri.

'He-man' marca e torcida tricolor grita 'É Campeão!'
Apesar da superioridade alvinegra nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o Fluminense foi letal. Aos 17, em grande tabela de Carlinhos com Rafael Sobis, o lateral entrou na área pela esquerda e cruzou. Thiago Neves se atrapalhou e Rafael Moura completou para as redes, encerrando as esperanças dos botafoguenses, que teriam que marcar quatro gols para levar a decisão aos pênaltis. Do outro lado do estádio, a torcida do Fluminense já começava a gritar 'É campeão!'.

Após o gol do Fluminense, o Botafogo se perdeu em campo. Notando que a virada já era apenas um sonho, o time parou de pressionar e criar perigo. O Fluminense apenas tocava a bola, ouvindo o grito de 'olé' da sua torcida e aguardando o tempo passar. Aos 41, o meia Maicosuel ainda foi expulso, encerrando de forma melancólica a participação do time nas duas partidas finais.

FICHA TÉCNICA – BOTAFOGO 0 X 1 FLUMINENSE

Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 6 de maio de 2012 (Domingo)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público presente: 25.016
Renda: R$ 738.185,00
Árbitro: Luiz Antônio Silva Santos (RJ)
Assistentes: Ediney Mascarenhas e Marco Aurélio Pessanha (RJ)
Cartões amarelos: Loco Abreu, Maicosuel e Gabriel (BOT); Bruno, Diego Cavalieri, Anderson (FLU)
Cartão vermelho: Maicosuel (BOT)

GOLS
FLUMINENSE - Rafael Moura, aos 17 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno (Fábio Braga), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Deco (Wagner); Thiago Nezes, Rafael Moura e Rafael Sobis (Marcos Junior)
Técnico: Abel Braga

BOTAFOGO: Jefferson, Gabriel (Caio), Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Jadson, Renato, Maicosuel, Fellype Gabriel e Elkeson (Herrera); Loco Abreu (Vitinho)
Técnico: Oswaldo de Oliveira