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27/12 - 16:36, atualizada às 18:20 27/12

Santos perde na Justiça, e empresa recupera parte dos direitos de Ganso
Além do meia que se recupera de lesão no joelho, DIS readquiriu na justiça os direitos econômicos de sete atletas do clube paulista

Samir Carvalho, iG São Paulo

A briga continua entre Santos e DIS, braço esportivo do Grupo Sonda e parceira do clube na divisão de vários jogadores. Nesta segunda, a empresa reverteu na justiça a liminar concedida na 5ª Vara Cível da cidade de Santos, que obrigava a DIS a devolver ao Santos, os direitos econômicos adquiridos de sete atletas formados na Vila Belmiro durante a gestão de Marcelo Teixeira.

Com a decisão, os empresários voltam a adquirir a porcentagem dos jogadores, entre eles os 45% dos direitos econômicos do meia Paulo Henrique Ganso. A DIS recupera 25%, já que o restante a empresa comprou do próprio atleta.

O clube acredita que a DIS deveria ter comprado os direitos de cada atleta tendo por base o valor da multa rescisória contratual. Na negociação de Paulo Henrique, por exemplo, o Santos alegou que a empresa não desembolsou a porcentagem referente a 50 milhões de euros, valor estipulado da multa rescisória do jogador. Porém, o valor da multa era bem menor na época da negociação.

O Santos alegou na justiça que a DIS adquiriu em dois anos (2008 e 2009), 25% dos direitos econômicos de sete atletas, pagando apenas 138 mil euros (cerca de R$ 320 mil) por cada jogador. Além de Ganso, a DIS possui os direitos dos seguintes jogadores: 50% dos atletas da base Crystian e Paulo Henrique, 30% de Marcus Alemão e Kassio, 15% de Geovane, e 40% de Anderson Planta.

Além de Paulo Henrique e dos atletas das categorias de base, a empresa detêm 45% de Alan Patrick e 20% de Breitner. A DIS ainda possui 40% dos direitos econômicos de Neymar, que foram comprados da família do jogador.

Desta forma, o clube esperava readquiri os direitos dos sete atletas pagando R$ 440 mil, já que o clube pretendia descontar os R$ 800 mil repassados para a empresa da negociação do atacante André com o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, nesta temporada.

No entanto, segundo o processo em que o iG teve acesso, o Santos sequer pagou o valor que pretendia desembolsar (R$ 440 mil) para recuperar os direitos econômicos dos jogadores.

“Trata-se de agravo de instrumento que busca o afastamento de decisão que, em ação de anulação de contrato e respectivos aditivos, concedeu a antecipação de tutela para liberar o autor dos efeitos do contrato, mediante o depósito de determinada quantia. Diante da relevância da matéria argüida e da existência de dano ou risco de dano irreparável (em princípio, a validade do negócio jurídico se presume, e bem o valor proposto para depósito se fez de modo unilateral e até o momento sem comprovação conhecida)”, explica o processo.

O departamento jurídico do Santos foi pego de surpresa com a decisão da justiça nesta segunda-feira. “Vamos estudar qual será o nosso próximo passo. A decisão em 1 instância não era definitiva, assim como essa anulação também não é”, disse o advogado do clube, Luciano Moita.


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Paulo Henrique Ganso

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Meia, que se recupera de uma lesão, é o pivô de um imbróglio entre Santos e DIS

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