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Futebol

18/12 - 11:06

Base mantida marca fim de troca-troca no Grêmio
Pela primeira vez desde 2006 equipe gaúcha não precisará contratar aos montes para temporada seguinte

Hector Werlang, iG Porto Alegre

Era uma rotina. Saia ano ou entrava ano e lá ia a direção do Grêmio contratar aos montes e formar um novo time a cada temporada. Em algumas delas, aliás, o primeiro semestre tinha uma equipe e o segundo, outra completamente diferente.

A realidade na passagem de 2010 para 2011, porém, é diferente. Pela primeira vez, desde 2006, ano do regresso à Série A do Brasileirão, o time gaúcho tem uma base titular e outra reserva. Até este sábado, por exemplo, apenas três atleta da equipe que terminou o Nacional em quarto lugar não tem presença garantida nas competições que se iniciam em janeiro – Fábio Santos, Lúcio e André Lima ainda negociam a renovação de contrato.

“Isto é fundamental. Quem começa do zero sai perdendo”, resumiu o técnico Renato Gaúcho ao projetar o novo ano.

Seja por problemas financeiras ou erros de planejamento, o Grêmio foi um dos últimos clubes a se adaptar à Lei Pelé. O ápice desta dificuldade aconteceu em 2001, quando Ronaldinho foi contratado de graça pelo PSG – o clube francês pagou indenização após um acordo com intermediação da Fifa. Fim do passe e contratos longos, então, demoraram a virar realidade nas bandas do Olímpico.

Nesta lógica, sempre na comparação com o ano anterior, o Grêmio teve a seguinte quantidade de trocas de jogadores: 11 (2005), nove (2006), sete (2007), dez (2008), sete (2009) e seis (2010).

“Quando se contrata muita gente, maior a chance de erro”, explicou Luiz Onofre Meira, diretor de futebol do segundo semestre de 2008 ao primeiro de 2010 e responsável pela formação desta base.

Evitando isto, o clube pode direcionar suas forças a negócios específicos ou investir num grande jogador. Até porque, com erros nas contratações, o clube tem sobreposição de atletas, carência em alguns setores, vai as compras e gasta mais do que o mercado normalmente cobraria, ou seja, tem prejuízo técnico e financeiro. Realidade que parece ser passado no Grêmio.


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