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Futebol

17/12 - 16:02

Leandro Euzébio afirma que vai disputar a Libertadores pelo Fluminense

Zagueiro ignora interesse do Omiya Ardija, do Japão, deixa negociação nas mãos de seu empresário e assegura que pretende cumprir seu contrato até o fim de 2011

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro

 

Aos 29 anos, Leandro Euzébio foi um dos jogadores do Fluminense mais valorizados após a conquista do tricampeonato brasileiro. Autor de cinco gols, presente em 35 das 38 partidas do clube na competição e indicado ao prêmio de melhor zagueiro do Brasileirão, o jogador despertou o interesse do Omiya Ardija, do Japão, pelo qual atuou entre 2007 e 2008. No entanto, o zagueiro formado em Xerém afirmou que sua vontade é disputar a Libertadores do ano que vem e cumprir seu contrato com o clube das Laranjeiras até o fim de 2011.

Além da vontade do jogador em permanecer, outro obstáculo no caminho dos dirigentes japoneses é o valor da multa rescisória, que gira em torno de RS$ 850 mil. Além da disputa da Libertadores, a esperança de uma convocação para a Seleção Brasileira e a permanência do técnico Muricy Ramalho foram outros atrativos para que o jogador manifestasse o desejo de continuar no Rio de Janeiro.

Fá incondicional do treinador, que o elegeu o melhor zagueiro do Brasileirão, Leandro Euzébio retribuiu o carinho e afirmou que o Fluminense só conquistou o título pela importância de Muricy.

“A importância dele na nossa conquista foi total. Ele não é apenas um dos melhores treinadores do Brasil, e sim do mundo. É um cara que tem o grupo na mão, sabe comandar a equipe sem qualquer tipo de privilégios e todos o respeitam bastante por isso”, disse Leandro Euzébio.

Natural de Cabo Frio, Leandro Euzébio não renega as origens e tampouco se esquece de quem sempre o ajudou. Sempre que pode, o zagueiro troca as badaladas folgas no Rio de Janeiro para curtir a avó Otília Pereira, de 103 anos, e fazer um churrasquinho com os amigos na cidade que nasceu. Tricolor fanática, como pai do jogador, já falecido, ela e a inspiração do jogador tricolor.

“Ela é um exemplo de vida. É o pilar da nossa família, uma pessoa que me inspira demais em tudo que eu faço”, elogia Leandro Euzébio.

iG: Você é um dos poucos jogadores com propostas oficiais para sair. Você fica no Fluminense em 2011?

Leandro Euzébio: Acredito que sim. Tenho contrato com o Fluminense e espero compri-lo. Sobre propostas, eu prefiro descansar e deixar na mão do meu empresário e da diretoria do Fluminense estudarem. Não me envolvo nisso.

iG: O Muricy disse que você foi o melhor zagueiro do brasileiro e o Fred recentemente pediu sua convocação para a Seleção. Você esperava um ano de 2010 tão especial assim?

Leandro Euzébio: Esperar não é bem a palavra, mas a gente trabalha para isso. Todo jogador de futebol tem como objetivo conquistar títulos, ser valorizado e sempre busquei isso em toda a minha carreira. Com certeza 2010 foi um ano especial. Agradeço as palavras do Muricy e do Fred.

iG: Você acredita que sua permanência no Fluminense pode te aproximar da Seleção Brasileira?

Leandro Euzébio: Quem sabe? O jogador para ser convocado tem que fazer um bom papel no seu clube. Estou buscando sempre evoluir e claro que sonho com a Seleção Brasileira. Se repetirmos a boa temporada que tivemos em 2010, acho que tenho chances.

iG: Qual sua expectativa em disputar a Libertadores com a camisa do Fluminense?

Leandro Euzébio: A melhor possível. Temos um grande time, com um dos melhores treinadores do mundo e o clima é muito favorável para brigarmos pelo título dessa competição.

iG: Você começou nas categorias de base do Fluminense, acabou não ficando no clube e  voltou nove anos depois para se tornar campeão brasileiro. Você algum dia imaginou que isso pudesse acontecer?

Leandro Euzébio: Como o mundo dá voltas né? Estive lá, não fiquei por problemas entre a diretoria da época e meu empresário, mas graças a Deus voltei para ser campeão brasileiro e marcar minha história no clube onde comecei. Eu acredito que essa ligação com o Fluminense é coisa do destino.

iG: Seu pai era tricolor fanático mas infelizmente não pode ver você jogando no time profissional do Fluminense. Esse título teve um sabor especial?

Leandro Euzébio: Com certeza. Foi uma emoção muito grande conquistar esse título e teve um sabor especial pelo meu pai e pela minha avó. Ela é o pilar da nossa família, uma pessoa que me inspira demais em tudo que eu faço.

iG: Em uma entrevista durante o ano você disse que sua avó era sua fonte de inspiração. Aos 103 anos, qual a importância dela na sua vida?

Leandro Euzébio: Dona Otília é uma pessoa especial, tem uma importância enorme na minha vida e na da minha família toda. Ela é uma pessoa muito forte e aos 103 anos é nossa grande fonte de inspiração. Meu pai sempre me ensinou a correr atrás dos meus objetivos e nunca fazer coisas erradas. E quem passou isso para ele foi minha avó. Isso me dá forças.

iG: Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça quando o Simon apitou o fim do jogo contra o Guarani?

Leandro Euzébio: Agora eu posso dizer para todo mundo que sou campeão brasileiro! Cheguei lá, consegui.

iG: Ao menos tempo em que ajudou a defesa do Fluminense terminar o Brasileiro como a menos vazada, você marcou cinco gols na competição. Qual o segredo dessa versatilidade?

Leandro Euzébio: Todo jogador, mesmo de defesa, gosta de marcar gols. Sinceramente para mim o mais importante foi ter a defesa menos vazada. Sinal de que nosso trabalho foi bem feito. Sempre que tinha a oportunidade, aproveitava para fazer meus golzinhos porque também sou filho de Deus (risos). Mas isso só era possível por termos um time equilibrado com grandes jogadores.

iG: Qual o momento mais difícil na caminhada do título?

Leandro Euzébio: Acho que foi quando perdemos para o Santos por 3 a 0, em pleno Engenhão. Ser derrotado daquela maneira, com uma goleada, não estava nos nossos planos e deixou todos apreensivos naquele momento.

iG: Qual a importância do Muricy nessa conquista?

Leandro Euzébio: Total. Acho ele um dos grandes treinadores não só do Brasil, mas do mundo. Um cara que sabe comandar a equipe sem privilégios e todos o respeitam bastante.

iG: O que você mais gosta de fazer quando não está jogando bola?

Leandro Euzébio: Tenho hábitos simples. Gosto de soltar pipa, ir ao shopping passear com a família e quando sobra um tempinho e consigo ir para Cabo Frio, gosto de fazer um churrasquinho.
 


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