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Futebol

08/12 - 08:00

Gobbi considera ser candidato à presidência se Andrés achar conveniente
Mesmo avaliando como prematura a discussão sobre a candidatura à eleição de dezembro de 2011, Gobbi não descarta possibilidade de lançar seu nome

Bruno Winckler, iG São Paulo

Após deixar o comando do futebol do Corinthians, Mário Gobbi, pretende fazer de 2011 um ano de dedicação total à família e à sua carreira de delegado de polícia. Mas o ex-diretor corintiano não descarta voltar ao clube para exercer a função que hoje cabe à Andrés Sanchez.

“Se ele me chamar e por acaso nosso grupo achar conveniente que eu seja o candidato vou considerar com carinho. Conversarei com minha família, minha esposa, e aí posso decidir sim ou não”, disse Gobbi, ao iG, algumas horas depois de o clube anunciar sua saída do comando do futebol.

Gazeta Press
Sem Andrés Sanchez, Gobbi é candidato natural à sucessão do atual presidente

Gobbi diz, contudo, que é prematuro falar de sucessão no Corinthians. As eleições acontecem em dezembro de 2011 e o presidente Andrés Sanchez já avisou que não será candidato à reeleição. “Ainda é cedo e é um desrespeito ao Andrés eu falar de eleição com um ano pela frente. Vou apoiar quem ele indicar, há grandes nomes, e apoio quem o grupo apontar para a sucessão. Se for eu vou considerar”, disse Gobbi.

Andrés prefere não adiantar nomes sobre quem apoiará na sua sucessão. "Não sei quem vai ser. Quem vai decidir é o grupo que me apoia, a diretoria do Corinthians, e posterior os sócios do clube que vão voltar", lembrando-se do estatuto implantado na sua gestão que deu poder de voto a todos os sócios. "É o mais democrático. Nada mais justo que quem frequente o clube e os sócios do clube elegerem seu mandatário".

De acordo com conselheiros do clube, além de Gobbi, outros dois aliados de Sanchez têm condições de ser candidato: André Luís de Oliveira, diretor administrativo, e Roberto Andrade, atual vice-presidente. Paulo Garcia, derrotado por Andrés na última eleição, é favorito para concorrer à eleição como o candidato da oposição apoiado por Antônio Roque Citadini.

Exausto pelos três anos a frente do futebol do clube, Gobbi quer dar um tempo na rotina que assumiu no dia 5 de dezembro de 2007, dias após o rebaixamento corintiano. “Conseguimos muitos avanços nesses anos. Foi muito gratificante trabalhar ao lado de pessoas competentes que reergueram o Corinthians, mas tenho de voltar para minha família que praticamente abandonei”, contou.

Gobbi avalia que não há nada mais difícil do que conquistar títulos no futebol e que sentiu isso nesses três anos. “É mais fácil colocar um fio de cabelo num buraco de agulha”, disse. “Você pode montar um grande time, ter um grande técnico, o melhor elenco, pagar em dia, enfim, fazer tudo certo, e isso não é garantia de nada. Mesmo assim foram três títulos (Série B, Paulista de 2009 e Copa do Brasil de 2009) e um vice da Copa do Brasil (em 2008, contra o Sport).“, recorda.


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