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Futebol

27/11 - 18:55

Em jogo da volta, Bahia perde, mas não esfria micareta no Morumbi

Baianos que moram em São Paulo eram maioria em jogo contra o Bragantino. Time de Salvador garantiu vaga na Série A há duas semanas

Paulo Passos, iG São Paulo

O palco estava armado, com direito até a banda de axé. O principal objetivo do Bahia no ano já havia sido conquistado. Nem mesmo a derrota para o Bragantino, por 2 a 0, estragou a festa dos pouco mais de 4 mil baianos que foram ao Morumbi neste sábado.

A única celebração dos 4.939 torcedores presentes no Morumbi durante o jogo aconteceu aos 42 minutos do segundo tempo. Foi o momento em que o locutor do estádio avisou que, após o jogo, o cantor de axé Ricardo Chaves - que lamentou a derrota - faria um show para os presentes.

Parecia que o Bahia tinha marcado um gol, o que não fez durante os 90 minutos. O músico já havia se apresentado antes do jogo começar, em um palco improvisado ao lado do gramado.

Gazeta Press
Último jogo do Bahia na Série B teve show de banda de axé no Morumbi

A partida, que deveria ser disputada em Bragança Paulista, foi transferida para São Paulo, em um acordo dos dirigentes dos dois clubes, na tentativa de aumentar a renda. A arrecadação total da partida foi de pouco mais de R$ 100 mil.

Festa antes e depois do jogo
Festa mesmo os torcedores do Bahia fizeram antes da bola rolar e depois da bola rolar. Braselee Santos Pimenta levou a esposa e os dois filhos para o Morumbi. “Sou Bahia até a morte e vi todos os jogos do time aqui em São Paulo”, diz o zelador, que deixou Ilhéus há 11 anos para morar na capital paulista.

Enquanto pintava o rosto de outros baianos em frente ao estádio, ele contava a dificuldade que teve para fazer o filho de oito anos torcer para o Bahia. “Ele virou são paulino, espero que agora que voltamos para elite, ele mude”, afirmou.

Há sete anos o Bahia não disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Caiu em 2003 para a B. Em 2005 foi rebaixado para a Série C, de onde só saiu em 2008.

Elevador
“Hu elevador, hu elevador, desce rubro-negro, sobre tricolor”, gritavam os baianos antes e depois da partida no Morumbi. O cântico era puxado por Ricardo Chaves em provocação ao maior rival do time.

Faltando duas rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, o Vitória ainda corre risco de ser rebaixado. “Vai ser sim. Esse é o ano do elevador na dupla Ba-Vi”, comemorava, antes da bola rolar, o músico o Rogério Oliveira que nasceu em Salvador, mas mora há 11 anos em São Paulo. Para escapar do rebaixamento, o rival do Bahia precisa vencer os próximos dois jogos, contra Internacional e Atlético-GO.

Paulo Passos
Quase cinco mil torcedores viram a derrota do Bahia em São Paulo

O jogo
Sem poder contar com titulares que tomaram remédios no voo para São Paulo, o Bahia criou a primeira oportunidade de gol. Aos cinco minutos, Jael ajeitou a bola da entrada da área e chutou firme. Acertou a rede, mas pelo lado de fora. As finalizações de longa distância logo passaram a ser uma arma do Tricolor no confronto. Éverton tentou abrir o placar duas vezes dessa maneira e parou em boas defesas do goleiro Vitor.

Com o tempo, contudo, a partida ficou ainda mais sonolenta. Até a festa da torcida do Bahia se tornou contida: muitos tricolores se calaram e preferiram assistir ao jogo sentados. Só voltaram a se levantar aos 28 minutos, quando Jael fez grande jogada dentro da área, livrou-se de dois zagueiros e bateu no canto. A bola passou rente à trave.

Já o Bragantino melhorou no final da primeira etapa, quando o técnico Marcelo Veiga substituiu Silvio por Tiaguinho. A equipe de Bragança Paulista teve um gol anulado aos 45, por impedimento de Fabrício Carvalho. O goleiro ainda fez duas intervenções importantes nos acréscimos, em conclusões de Julio Cesar e Léo Jaime. Foi o suficiente para os tricolores vaiarem o Bahia no intervalo.

A situação piorou no segundo tempo. Logo aos seis minutos, Julio Cesar chutou forte de fora da área e a bola parou no travessão. Léo Jaime aproveitou o rebote para marcar o gol do Bragantino e fazer a alegria de menos de 50 torcedores posicionados no setor visitante no Morumbi. Em vantagem no marcador, o time paulista começou a incomodar Omar com mais frequência.

O Bahia tentou reagir, principalmente com tabelas entre Éverton e Jael, porém não mostrou disposição suficiente para empatar a partida. E ainda foi vazado novamente. Aos 29 minutos, Tiaguinho (que havia substituído Silvio) ficou livre de marcação dentro da área, em vacilo da defesa adversária, e passou para Fabrício Carvalho concluir para o gol.

Mas a torcida do Bahia perdoou os erros do time no jogo festivo. O goleiro Omar, por exemplo, foi bastante aplaudido no momento em que deixou o campo para a entrada de Fernando Wellington. Houve até gritos de "olé" durante uma troca de passes do Tricolor. E a maioria do público permaneceu nas arquibancadas depois da partida, para estender a micareta com a segunda parte do show de Ricardo Chaves.

FICHA TÉCNICA
BRAGANTINO 2 X 0 BAHIA


Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 27 de novembro de 2010, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Assistentes: Lincoln Ribeiro Taques e Paulo Cesar Silva Faria (ambos do MT)
Público: 4.939 pagantes
Renda: R$ 107.835,00
Cartões amarelos: Fabrício Carvalho, Julio Cesar e Murilo Silva (Bragantino)
Gols: BRAGANTINO: Léo Jaime, aos 6, e Fabrício Carvalho, aos 29 minutos do segundo tempo

BRAGANTINO: Vitor; Murilo Silva, Júnior Lopes, Marcos Aurélio e Everaldo; Éder, Julio César, Léo Jaime e Silvio (Tiaguinho); Fabricio Carvalho (Marcelinho) e Silas (Thiago Cunha)
Técnico: Marcelo Veiga

BAHIA: Omar (Fernando Wellington); Arilton, Vágner, Nen e Felipe (Pablo); Fábio Bahia, Marcone, Lenine (Diego Santos) e Vander; Éverton e Jael
Técnico: Márcio Araújo  

*com Gazeta Esportiva


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Paulo Passos

bahia_ingressos

Antes do jogo
Torcedores, a grande maioria com a camisa do Bahia, se posicionam em fila no estádio

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