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10/11 - 08:00

Coritiba propõe que organizada tenha seguro contra distúrbios

Clube será o primeiro a fazer parte do projeto “Torcida Legal”, mas cobra modernização do Estatuto do Torcedor para liberar facções em seu estádio

Altair Santos, especial para o iG

Por causa do quebra-quebra ocorrido no final do ano passado no estádio Couto Pereira, o Coritiba foi escolhido pelo Ministério dos Esportes, em parceria com o Ministério Público Federal, para ser o primeiro clube do país a fazer parte do projeto “Torcida Legal”. O plano consiste em cadastrar torcidas organizadas para que, em caso de distúrbios, os baderneiros possam ser identificados e respondam civil e criminalmente pelos atos.

O cadastramento cria setores especiais nos estádios, para que as facções possam frequentar, e as identifica através de catracas que fazem leitura biométrica, através das impressões digitais. O Ministério dos Esportes é que vai instalar os equipamentos de monitoramente das torcidas no Couto Pereira, inclusive com câmeras de filmagem. “Será um investimento de cerca de R$ 1 milhão”, cita o vice-presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade.

Hoje, o dirigente trava uma batalha contra as organizadas, pois o clube decidiu vetar o acesso das facções ao estádio e está amparado por uma liminar judicial. No entanto, com o “Torcida Legal”, o Coritiba teme que seja obrigado a liberar a frequência das torcidas. Segundo o procurador de Justiça de Defesa do Consumidor, Ciro Expedito Scheraiber, é o que deverá acontecer. “Pelas novas disposições do Estatuto do Torcedor, as organizadas adquiriram foro de legalidade, podendo usar das prerrogativas que a Constituição e as leis asseguram a qualquer pessoa. Entre elas, frequentar jogos de futebol”, avalia.

Por isso, o Coritiba quer liderar um movimento para que o Estatuto do Torcedor seja reformado. Segundo Vilson Ribeiro de Andrade, a lei em si é boa, mas peca por isentar as torcidas organizadas de pagar os estragos que promovem. “É preciso que as torcidas, como instituições reconhecidas pela Justiça, tenham seguro de responsabilidade financeira. No ano passado, o Coritiba arcou com prejuízo de R$ 1,5 milhão para recuperar o estádio, acionou as organizadas, mas até hoje não recebeu nenhum centavo. Então, além de responder civil e criminalmente pelas badernas que promovem, elas precisam também ter um seguro de responsabilidade financeira”, diz, colocando o tema  para ser debatido.

Em julho deste ano, o Estatuto do Torcedor sofreu alterações, quando foi incorporado a ele a criação do Juizado do Torcedor. O organismo ganhou competência criminal e civil para aplicar penas a quem cometa infrações nas praças esportivas e decidir sobre questões de direito do consumidor, como por exemplo, irregularidades na venda de ingressos.


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